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Governo chinês abre guerra contra a Apple

Pequim ameaça ação regulatória se empresa não melhorar seu pós-venda no país

O governo chinês intensificou uma campanha pública contra a Apple: os chineses chamaram a empresa americana de “desonesta”, “gananciosa” e “incomparavelmente arrogante”. Pequim ameaçou com uma ação regulatória caso a companhia não melhore seus serviços de pós-venda no país.

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Segundo anúncio da Administração Estatal para Indústria e Comércio, realizado nesta quinta-feira na rádio nacional, a Apple sofrerá severas consequências, asseguradas por leis e regulamentações, se não alterar, por exemplo, a política de garantia de seus produtos.

A ação, de acordo com o governo chinês, é uma resposta às reclamações dos consumidores. Segundo uma reportagem veiculada na emissora estatal de televisão China Central, a Apple trata seus clientes de forma inadequada e com indiferença. Um dos descasos é a dificuldade que os consumidores do país têm encontrado para trocar os dispositivos com defeitos.

Para analistas, a estratégia do governo é comprometer a atuação da Apple no país. Atualmente, a China é o segundo maior mercado da Apple depois dos Estados Unidos. Tim Cook prevê que os asiáticos vão superar os americanos em volume de vendas. Essa é a razão pela qual especialistas chineses acreditam que a campanha é uma manobra estatal para beneficiar marcas locais de inovação, como a Lenovo, a Huawei e a ZTE.