Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Governo americano criou o vírus Stuxnet para atacar o Irã

Segundo o jornal The New York Times, o malware foi criado pelo Pentágono para retardar o programa nuclear iraniano

O jornal americano The New York Times revelou hoje novos detalhes daquele que parece ter sido o primeiro grande ataque militar cibernético da história. Entre 2010 e 2011, um vírus chamado Stuxnet infectou os sistemas de operação de uma usina de enriquecimento de urânio localizada em Natanz, no Irã. Foram intulizadas no ataque cerca de 1.000 das 5.000 centrifugas em operação. Na época, o governo iraniano acusou seus adversários ocidentais, especialmente os Estados Unidos e Israel. Segundo reportagem publicada pelo periódico nesta sexta, o governo americano seria de fato o responsável pelo desenvolvimento do Stuxnet com o objetivo específico de atrasar o programa nuclear iraniano.

A ciberofensiva americana, batizada de Olympic Games, ou “Jogos Olímpicos” em português, teria sido iniciada na gestão do presidente George W. Bush e reforçada por Barack Obama. Um erro de programação, porém, permitiu que o malware vazasse de seu alvo em 2010. Desde então, o vírus é estudado por diversos especialistas de segurança.

“Parece ser o primeiro caso em que os Estados Unidos usaram armas cibernéticas repetidas vezes para destruir a infraestrutura de outro país, atingindo, por meio de programação de computadores, um objetivo que antes só podia ser alcançado por meio de bombardeios ou do envio de agentes para plantar explosivos”, escreveu o The New York Times.

O emprego de cyberataques voltou às manchetes nesta semana depois que um oficial militar do Irã confirmou a descoberta de outro vírus espião, chamado Flame, que estaria furtando e alterando dados da indústria de petróleo do país, além de acompanhar a atividade de funcionários iranianos em seus computadores.

Especialistas de segurança do mundo todo alertam para o fato de que os malwares Stuxnet e Flame foram vazados para todo o mundo e são abertamente compartilhados pela internet. É possível que crackers consigam modificar esses programas maliciosos para lançar outros ataques, embora a tarefa não seja trivial.

Leia também:

Israel justifica uso do vírus Flame contra o Irã

Vírus Stuxnet ataca indústria alemã