Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Google vai remover imagens de ‘pornô de vingança’ de buscas

As vítimas que desejam solicitar a retirada de fotos com conteúdo íntimo e explícito dos resultados de pesquisa deverão preencher um formulário especial, disponível nas próximas semanas

O Google anunciou na última sexta-feira (19) que irá remover fotos e vídeos de “pornografia de vingança” (revenge porn, em inglês) de seus resultados da busca se houver solicitação das vítimas. Essas imagens, que trazem conteúdo íntimo e explícito e costumam ser publicadas para humilhar ou chantagear ex-parceiros (o mais comum é que sejam de mulheres) têm se tornado um problema em todo o mundo. A iniciativa dará ênfase a fotografia divulgadas sem o consentimento dos indivíduos expostos.

Para pedir a retirada, o Google terá um formulário especial de solicitação, disponível online nas próximas semanas. Ele funcionará de forma semelhante ao que já acontece com imagens que contenham informações pessoais divulgadas sem consentimento, como dados bancários e assinaturas de usuários, que já são retiradas das pesquisas.

Leia também:

Google divulga primeiro relatório de acidentes com seus carros autônomos

O Google Maps irá operar offline

De acordo com Amit Singhal, diretor de busca do Google, em um post no blog da empresa: “Nossa filosofia sempre foi que a busca deveria refletir toda a internet. Mas imagens de pornografia de vingança são intensamente pessoais e emocionalmente prejudiciais, e servem apenas para degradar. Então, vamos honrar os pedidos de pessoas para a remoção de imagens íntimas explícitas compartilhadas sem consentimento”.

O Google ainda enfatizou que a política vai ser “estreita e limitada”, já que o gigante da internet não consegue remover imagens dentro dos sites em que estão hospedadas – apenas retiram o link da busca no google.com.

Direito ao esquecimento – Essa não é a primeira vez que o Google permite a retirada de informações dos usuários dos resultados. Em 2014, em decisão surpreendente da mais alta corte da União Europeia, a justiça decidiu que qualquer pessoa tem ‘o direito de ser esquecida na rede’, obrigando a companhia a apagar links da busca a pedido de usuários.

(Da redação)