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Google altera política de privacidade. Saiba o que muda

Termos de uso de mais de 60 serviços são unificados nesta quinta-feira. Quem não concordar com regras, terá de se desligar de sites e aplicações

Por Rafael Sbarai 1 mar 2012, 07h15

O Google promove nesta quinta-feira a maior mudança em sua política de privacidade desde a criação da companhia, em setembro de 1998. Os termos de uso de mais de 60 serviços estão sendo substituídos por um único texto. Caso o usuário não concorde com o modelo, não há alternativa: será obrigado a desativar ou abandonar os serviços do gigante de buscas. Confira a seguir as mudanças mais relevantes. Continue a ler a reportagem

Os novos termos de uso do Google – e a sua privacidade na rede
O que muda no dia a dia do usuário O Google vai combinar informações sobre usuários proveniente dos serviços: com mais dados à disposição, vai dirigir, com mais precisão, os anúncios exibidos a cada pessoa.

A mudança influenciará também as buscas feitas nos serviços: a tendência é que elas apresentem resultados mais afinados com os interesses do usuário.

Dados privados que o Google recolhe e armazena Informações fornecidas pelo usuário – como nome, endereço de e-mail, número de telefone ou cartão de crédito.

Informações solicitadas pelos serviços – como os seguintes registros: modelo de hardware, versão do sistema operacional, chamadas telefônicas (números de origem e destino, data, horário) e SMS, endereço IP, navegação (modelo de browser), geolocalização, uso de aplicativos e requisições de buscas.

Dados privados que o Google compartilha com terceiros O Google garante que não compartilha informações privadas, exceto nas seguintes circunstâncias:

1) com consentimento do usuário

2) para processamento de dados: nesse caso, as informações poderão ser repassadas a companhias afiliadas ou parceiras

3) por razões legais: para cumprir leis e atender a investigações, detectar fraudes e zelar pela segurança dos próprios serviços

Opções de escolha do usuário O usuário terá condições de optar por:

1) autorizar terceiros ou sites a acessar dados do perfil

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2) visualizar, editar e desativar anúncios personalizados

3) controlar quais conteúdos são compartilhados na rede de contatos

Com a unificação, Gmail, YouTube e Google Maps, entre outros, obedecerão a um único conjunto de regras. Quatro produtos ficarão de fora: o navegador e o sistema operacional Chrome e os serviços Books e Wallet

Em fevereiro, autoridades de proteção de dados da União Europeia (UE) solicitaram a Larry Page, CEO da empresa, a paralisação do processo de unificação das políticas de uso. A alegação é que a reformulação não protege totalmente os usuários dos serviços.

Na semana passada, um juiz federal dos Estados Unidos rejeitou uma ação da entidade americana de defesa da privacidade na rede Electronic Privacy Information Center que exigia a suspensão da unificação. A Epic argumentou que a companhia passará a combinar dados dos usuários provenientes de diferentes plataformas sem consentimento do principal interessado: o dono da informação.

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Por que você deve estar atento aos novos termos do Google

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