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Facebook, Google e Microsoft se encontram com políticos brasileiros para discutir espionagem

Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional analisa o papel de empresas de tecnologia no monitoramento de dados feito pelos EUA

Representantes de gigantes da tecnologia e internet como Google, Facebook, Microsoft e Twitter vão se reunir na próxima quinta-feira com representantes da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) para discutir o impacto da rede de espionagem internacional do governo dos Estados Unidos no Brasil. A audiência, requerida pelo presidente da comissão, o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), tem como objetivo abrir as investigações sobre o papel dessas companhias no monitoramento de dados no país, como e-mails e ligações telefônicas.

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Entre os representantes das empresas estão Bruno Magrani, gerente de relações governamentais do Facebook Brasil; Marcel Leonardi, diretor de políticas públicas do Google Brasil; Guilherme Ribenboim, diretor-geral do Twitter no Brasil; e Alexandre Esper, diretor-geral jurídico e de relações institucionais da Microsoft Brasil.

Na semana passada, a CRE ouviu o jornalista Glenn Greenwald, do jornal britânico The Guardian, responsável pelas matérias que revelaram a rede de espionagem. Ele reafirmou que o governo dos Estados Unidos monitora comunicações eletrônicas dentro e fora do país, com a justificativa de combater o terrorismo e garantir a segurança nacional. O objetivo, entretanto, de acordo com o jornalista, seria obter informações privilegiadas sobre acordos econômicos, estratégias políticas e competitividade industrial de outros países.

Durante a audiência pública, Greenwald disse aos parlamentares que as agências de inteligência americanas têm a capacidade de acessar todo o conteúdo das comunicações eletrônicas, como e-mails ou mensagens instantâneas. “O governo dos EUA quer eliminar a privacidade de todo o mundo”, disse o repórter na ocasião. As informações divulgadas foram obtidas com a ajuda do americano Edward Snowden, o ex-técnico da CIA responsável pelo vazamento de informações que trouxe à tona os programas secretos de vigilância do governo Obama que obteve asilo político na Rússia.

A reunião começa logo após a votação das emendas da CRE à Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2014, marcada para as 10 horas.

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(Com Agência Senado)