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Facebook é alvo de processo devido a abertura de capital

Escritório de advocacia alega rede social e bancos que coordenaram IPO omitiram informações sobre redução de resultados em 2012

Por Da Redação - 23 maio 2012, 13h22

O escritório de advocacia americano Robbins Geller gosta de uma boa briga para defender direitos de acionistas minoritários. Eles são especialistas em casos do mercado financeiro e, em novo caso, a disputa é contra o Facebook.

O escritório não está processando apenas a empresa, mas também o Morgan Stanley, Mark Zuckerberg e outros diretores e bancos que coordenaram a oferta pública de ações (IPO) da rede social, realizada na semana passada. Entre as instituições, estão J.P.Morgan, Goldman Sachs, Merrill Lynch e Barclays.

Os advogados acusam o Facebook e os coordenadores da operação de abertura de capital de infringir as regras que regem o mercado financeiro dos Estados Unidos. Eles dizem ainda que o prospecto registrado para o IPO era “falso e enganoso”.

“Os acusados falharam em revelar que, como o Facebook registrava uma queda no crescimento de sua receita por conta do aumento do acesso a partir de aplicativos ou via celular, a companhia pediu para que seus coordenadores reduzissem as estimativas de performance em 2012”, arugumentam os advogados. Essa informação, que deveria ser púlica, foi transmitida apenas para alguns investidores específicos.

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Acionistas minoritários que se sentiram prejudicados no IPO têm até o dia 22 de julho para se unir ao escritório no processo.

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