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Duas operadoras deixam de vender iPhone na Rússia

Insatisfação com exigências da Apple leva empresas a estudar investimentos em dispositivos com as plataformas Android e Windows Phone

Duas grandes operadoras russas anunciaram nesta quarta-feira que deixaram de vender iPhones aos seus clientes. De acordo com a agência de notícias Bloomberg, representantes da OAO Mobile TeleSystems e da Vimplecom afirmaram que as empresas não concordam mais com as exigências da Apple para a comercialização dos smartphones, que incluem investimentos em subsídios para baratear os preços dos aparelhos e campanhas de publicidade.

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“Apple quer que as operadoras paguem valores muito altos para o subsídio e promoção dos iPhones na Rússia. Isso não nos beneficia. A decisão de interromper a venda dos aparelhos foi a mais correta, uma vez que eles poderiam trazer uma margem negativa para nós”, afirmou Andrei Dubovskov, presidente da OAO, à Bloomberg.

No país, o produto da Apple detém uma fatia de apenas 8% de um mercado composto por mais de 180 milhões de usuários de smartphones. A porcentagem é similar à de usuários da plataforma Windows Phone, da Microsoft, que, segundo Dubovskov, será o novo foco de investimentos de sua companhia. Já a Vimplecom afirmou que voltará seus esforços para a promoção de dispositivos da linha Galaxy, desenvolvidos pela sul-coreana Samsung.

Sem os subsídios oferecidos pelas operadoras, o preço do iPhone 5 mais simples, com 16 GB de armazenamento, é de 920 dólares. O valor é considerado abusivo pelos consumidores locais, uma vez que o mesmo produto custa 649 dólares em sua versão desbloqueada – livre de contrato com as companhias – nos Estados Unidos.

Nos últimos meses, uma série de rumores apontaram para o desenvolvimento de um modelo de iPhone mais barato, criado exclusivamente para países emergentes como China e Índia. Se os boatos forem confirmados, a Apple pode ensaiar uma reentrada no mercado russo.