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Drag queens querem usar ‘nome social’ no Facebook

Rede vai se reunir com comunidade transgênero para discutir tema em São Francisco. Por ora, serviço exige que usuários utilizem identificação oficial

A rede social mais usada do mundo, o Facebook, aceitou nesta terça-feira se reunir com representantes da comunidade drag queen na Prefeitura de São Francisco, nos Estados Unidos, para discutir a política de identidade dos usuários no serviço – que exige o uso de nomes reais. A reunião será realizada nesta quarta-feira.

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Em suas respectivas páginas no Facebook, a drag queen Sister Roma, ícone transgênero de São Francisco, e David Campos, membro da junta de supervisores do condado de São Francisco, ficaram animados com a disposição da rede social de tratar do assunto. “Boas notícias! O Facebook aceitou nosso convite para ter um diálogo com as drag queens e os membros da comunidade transgênero que são afetados por sua política sobre nomes de perfil”, indicou Campos.

Na semana passada, vários usuários do Facebook nos Estados Unidos denunciaram que suas contas tinham sido bloqueadas com a indicação que não voltariam a ser ativas até que os pseudônimos fossem substituídos pelos nomes reais – aquele que aparece na carteira de motorista ou no cartão de crédito.

Nos últimos, dias o Facebook redobrou esforços para fazer com que seus usuários usem seus nomes reais. O objetivo é fazer da rede social um ambiente transparente em que os autores de conteúdos sejam identificáveis.

No entanto, essa política se choca frontalmente com o desejo de usuários de não entregar seus dados ao gigante das redes sociais, assim como com os interesses da comunidade transgênero, que utiliza habitualmente um nome que não corresponde ao oficial. Esse é o caso de Sister Roma, membro das Sisters of Perpetual Indulgence (Irmãs da Indulgência Perpetua), que assegura que muita gente a conhece apenas por este nome, adotado há 27 anos.

Antes de o Facebook aceitar dialogar, Sister Roma e outras drag queen de São Francisco tinham iniciado uma campanha na internet para se manifestarem perante a sede da empresa em Menlo Park (Califórnia), uma iniciativa que agora foi adiada.

(Com agência EFE)