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De balão: é assim que o Google quer levar a internet a todo o planeta

A gigante da tecnologia planeja criar uma rede de antenas que flutuam pela estratosfera acopladas ao balão que ela batizou de Loon

A internet é uma rede mundial? Digamos que sim, mas isso é um evidente exagero. “Temos a palavra world (mundo, em inglês) em www (sigla para world wide web) justamente pelo conceito de que essa é a primeira plataforma aberta para comunicação entre quaisquer seres humanos”, disse a VEJA o físico inglês Tim Berners-Lee, que em 1989 desenvolveu o protocolo www, base da rede, na Organização Europeia para Pesquisa Nuclear. Mas, de fato, a web não está perto de ligar todos. Há 2,5 bilhões de pessoas com acesso. É impressionante, ainda mais em comparação aos 745 milhões que estavam on-line há dez anos. Só que os off-line continuam a superar os on-line. Dois em cada três indivíduos permanecem sem acesso. O problema: para funcionar, a rede depende de uma estrutura caríssima, composta de antenas e satélites. “É preciso descobrir uma alternativa simples, e barata, para essa complexidade, ou não teremos o www verdadeiramente espalhado pelo mundo”, acredita o engenheiro Rich DeVaul, diretor do time que cria novos projetos do Google X, laboratório de inovações do Google. “A solução não virá do que já existe, mas, sim, de campos inexplorados da ciência, de onde tiramos inovações mais de ponta, e mais criativas”, conclui. É da equipe de DeVaul que vem a resposta com maior chance de resolver o desafio. Seu Projeto Loon é um ambicioso plano de levar a internet aos desconectados por meio de milhares de balões com wi-fi, movidos a energia solar e que sobrevoam a Terra a 20 quilômetros de altitude. Se der certo, proporcionará os benefícios da rede a moradores de regiões ermas, ou mesmo a barcos no meio do oceano – e, no processo, multiplicará os lucros do Google, que ampliará a audiência dos anúncios em seu site de buscas e os usuários de seus produtos on-line.

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