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Criador de Megaupload lançará novo portal de downloads

Acusado de pirataria, Kim Dotcom, que segue em liberdade condicional, afirmou que projeto irá popularizar um novo modelo de negócio

O criador do site Megaupload, Kim Dotcom, que é acusado de pirataria pelos Estados Unidos e está em liberdade condicional na Nova Zelândia, informou que lançará um novo e melhorado portal de downloads, que terá o nome de Megabox.

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Dotcom, detido em janeiro em sua mansão próxima à cidade de Auckland e que está à espera do início do processo que decidirá se será extraditado para os EUA, disse pelo Twitter que o novo projeto consiste em um serviço no qual os artistas poderão vender suas músicas diretamente aos consumidores.

O projeto, que foi idealizado alguns meses antes do pedido de extradição pelas autoridades americanas, será o “maior, melhor, mais rápido e 100% seguro”, disse Dotcom.

Segundo o anúncio, o portal Megabox desencadeará aos consumidores da indústria da música acordos exclusivos com artistas dispostos a provar um novo modelo de negócio.

Dotcom divulgou o projeto há dois meses e usou o Twitter para dar a notícia. Poucos dias antes, a Corte Suprema de Auckland fez uma investigação destinada a examinar a operação policial que deteve Dotcom e outros diretores do Megaupload.

Paul Davison, advogado de Dotcom, disse, durante uma audiência realizada na sexta-feira, que a atuação da polícia na detenção de seu cliente foi “inadequada, de pura incompetência, duríssima, desumana e inteiramente desnecessária”.

Segundo a versão do advogado, os agentes que interviram na operação arrombaram a porta da casa, apontaram armas para empregados domésticos e os obrigaram a sair da residência.

Imagens divulgadas pelo canal 3News mostraram vários soldados das forças especiais do país descendo de um helicóptero e correndo até a entrada da mansão, enquanto um comboio de viaturas se aproximava do local.

O advogado destacou que os agentes trataram a esposa de Dotcom, então grávida, de forma desumana ao impedirem que ela cuidasse de seus filhos, que estavam em outro cômodo da casa.

Em defesa dos policiais, o chefe da Agência Contra o Crime Organizado e Econômico, Grant Wormand, afirmou que a ação foi planejada desta maneira para assegurar que todos fossem detidos, e para proteger as provas contra Dotcom.

Na quarta-feira passada, na primeira das três sessões dedicadas pelo tribunal a revisar a ação dos policiais, os agentes alegaram que agiram dessa forma porque Dotcom estava armado, era perigoso e tinha ameaçado atirar.

Dotcom declarou um dia antes, no mesmo tribunal, que a polícia fez uso da violência durante sua detenção, e que ele recebeu “chutes e socos”.

As autoridades americanas afirmam que o Megaupload causou um prejuízo de mais de 500 milhões de dólares – o equivalente a 1,1 bilhão de reais – para a indústria do cinema e da música.

(Com agência EFE)