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Chinês AliExpress lidera em vendas pela internet no Brasil

Segundo Ibope E-Commerce, site pode ter faturado 330 milhões de reais no terceiro trimestre

Por Da Redação 26 out 2014, 11h06

Nenhum site vende tanto por meio da internet no Brasil quanto o chinês AliExpress, parte do gigante Alibaba. Segundo o Ibope E-Commerce, a empresa é líder em unidades vendidas no país, com 11 milhões de pedidos entre julho e setembro, bem à frente das 7,2 milhões de unidades que o segundo colocado, o grupo B2W, vendeu no mesmo período. O B2W reúne as marcas Americanas.com e Submarino.

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A liderança em pedidos ainda está longe de se traduzir em receita – a dianteira que mais importa – porque o valor médio das compras no AliExpress é de apenas 33 reais, cerca de um décimo do valor médio gasto nos sites de comércio eletrônico. Mesmo assim, o Ibope E-Commerce estima que o faturamento do AliExpress no país tenha alcançado 330 milhões de reais no terceiro trimestre. Se continuar no mesmo ritmo em 2015, o site deve alcançar faturamento acima de 1 bilhão de reais em território brasileiro.

Segundo o presidente do instituto, Alexandre Crivellaro, a expansão dos sites chineses no país se intensificou em 2014. Desde janeiro, a audiência do AliExpress mais que dobrou no País. O investimento em mídia da empresa não chega a US$ 300 mil por mês – sites locais de grande porte investem, com facilidade, dez vezes mais.

“É um fenômeno do boca a boca”, diz Crivellaro, explicando o sucesso do site chinês. Embora a empresa não tenha atendimento telefônico em português e as mercadorias muitas vezes demorem meses para chegar, a política de trocas do Alibaba garante a devolução do dinheiro, caso o cliente afirme não ter recebido o produto, sem perguntas.

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Embora a política de importações do Brasil seja considerada restritiva, clientes de sites chineses afirmam que raramente pagam impostos sobre as compras. Isso ocorre, segundo fontes do setor de e-commerce, porque o Alibaba envia parte dos pacotes como encomendas de pessoas físicas e também “fraciona” pedidos. O site opera no modelo de “marketplace” já que reúne lojas de diferentes vendedores.

Competição – Embora os sites chineses sejam normalmente ligados a “quinquilharias tecnológicas”, como carregadores, capas protetoras para celular e adaptadores, este tipo de produto não é o “carro-chefe” do AliExpress no país. Quase dois terços das compras de brasileiros no site se concentram na categoria de moda e acessórios. As mulheres, aliás, são responsáveis por 60% dos pedidos de brasileiros no site.

Esse dado põe o AliExpress em rota de colisão com as líderes do e-commerce de moda, Netshoes e Dafiti. Para Philipp Povel, presidente da Dafiti, o AliExpress é um concorrente que a empresa não pode combater em pé de igualdade. “Trabalho com fornecedores brasileiros, tenho equipe de 1.800 pessoas e pago impostos. Sou a favor da abertura de mercado. Mas, nesse caso, acho assimétrico”, diz o executivo.

Segundo a Receita Federal, há um sistema em desenvolvimento, parte de um acordo com o Alibaba, para agilizar as entregas de produtos vindos da China. “Essa simplificação ocorrerá em função da análise prévia das informações, bem como da tributação automática das encomendas.” O Alibaba não respondeu aos pedidos de entrevista.

Os Correios, por enquanto, não tratam as encomendas do Alibaba de forma especial, embora isso possa mudar no futuro. A empresa afirma ainda que, desde 2009, o volume de encomendas de pequeno porte da China dobra a cada ano.

Segundo Pedro Guasti, diretor executivo da e-Bit, empresa que reúne informações do setor de e-commerce, a definição de uma política de tributação para as compras em sites internacionais é necessária, uma vez que um terço dos clientes de sites de comércio eletrônico já comprou de empresas estrangeiras. Em 2013, os brasileiros gastaram 5 bilhões de dólares em sites internacionais, sobretudo chineses. Neste ano, o e-commerce nacional deve movimentar 35 bilhões de reais, entre compras feitas em sites brasileiros e estrangeiros.

(Com Estadão Conteúdo)

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