China domina tecnologia de recuperação de foguetes e desafia Space X
O sistema foi testado em lançamento nesta sexta-feira, 10
Em lançamento nesta sexta-feira, 10, a China provou que domina tecnologia de recuperação de foguetes e desafia Space X. Até então, apenas empresas norte-americanas – como também a Blue Origin – dispunham desse sistema, mas o país asiático as alcançou em um contexto determinante, durante a ‘corrida lunar’.
Em lançamento nesta sexta-feira, 10, a China provou que domina tecnologia de recuperação de foguetes e desafia Space X. Até então, apenas empresas norte-americanas – além da de Elon Musk, também a Blue Origin – dispunham desse sistema, mas o país asiático as alcançou em um… pic.twitter.com/rLBw8hsOQu
— VEJA (@VEJA) July 10, 2026
O teste
Com o objetivo de testar a tecnologia, o foguete Long March 10B foi lançado de Hainan, na China, à 1h15 (horário de Brasília). Enquanto o veículo estava no ar, seu propulsor – a parte onde fica o motor – foi desacoplado, assim como ocorre geralmente.
Mas diferente dos outros lançamentos, a estrutura do propulsor, ao invés de ser perdida e descartada, ela retornou e foi recuperada em uma plataforma marítima. Esse teste com sucesso ocorreu, segundo a emissora estatal CCTV, em seis minutos.
A competição com os Estados Unidos
Apesar da complexidade da tecnologia e do feito inédito da China, empresas norte-americanas como SpaceX e Blue Origin já dominam esse sistema há algum tempo. Ainda assim, o sucesso no teste representou uma quebra na hegemonia dos Estados Unidos no setor da recuperação de foguetes.
Esse feito não é somente importante de um ponto de vista tecnológico, mas também na redução dos custos operacionais. O propulsor é a parte mais valiosa do foguete e recuperá-lo barateia significativamente o processo, na medida que ele pode ser reutilizado.
O Long March 10B e a ‘corrida lunar’
O Long March 10B foi desenvolvido pela Academia Chinesa de Tecnologia de Veículos de Lançamento, a agência estatal de foguetes mais importante do país. O veículo é capaz de transportar 16 toneladas de carga e faz parte da missão lunar chinesa que pretende levar homens ao satélite natural até 2030.
Os Estados Unidos, em contrapartida, se apressam para alcançar a Lua antes dos asiáticos. Através do programa Artemis, a Nasa em colaboração com a Space X, planeja transportar astronautas à Lua novamente até 2027. A empresa de Musk recebeu 3 bilhões de dólares, cerca de 15 bilhões de reais, e se tornou protagonista nessa corrida espacial.
A SpaceX e sua rival Blue Origin, a empresa de Jeff Bezos que também atua no setor aeroespacial, reorientaram suas estratégias para priorizar projetos relacionados à Lua. No entanto, especialistas da área manifestam ceticismo quanto à capacidade das companhias bilionárias de cumprir os prazos da NASA.







