China aponta ‘falha de segurança’ no Claude Code, da Anthropic, em meio a disputa tecnológica com os EUA
Desde junho a Anthropic acusa o Alibaba e outras empresas chinesas de abusar do uso de seus agentes, proibido no país
Nesta quarta-feira, 8, o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China anunciou que o agente de IA Claude Code, da Anthropic, carregava um “sério risco de segurança”, e que a plataforma permitia o rastreamento e envio de dados dos usuários sem consentimento. O anúncio é o novo capítulo de uma briga entre a empresa americana e o país asiático, que teve início no último mês.
Em junho, a empresa americana enviou uma carta ao governo Trump em que acusava o Alibaba, empresa chinesa, de realizar um “ataque de destilação”, situação em que as respostas de uma IA grande são utilizadas para treinar um modelo menor. De acordo com a Anthropic, funcionários do Alibaba tiveram cerca de 28 milhões de respostas de seus modelos com cerca de 25 mil contas falsas, entre o fim de abril e o início de junho.
Após essa situação, a empresa chinesa proibiu seus funcionários de utilizar o Claude Code, e acusou o modelo de ter falhas de segurança que poderiam enviar dados dos usuários ao exterior sem consentimento. De acordo com informações da imprensa americana, a Anthropic colocou o Alibaba e várias outras companhias chinesas em uma espécie de “lista negra”. Os termos de serviço da americana ditam que usuários chineses não podem usar seus produtos.
Nesta quarta, um órgão voltado à defesa cibernética e ligado ao Ministério publicou um post na rede WeChat em que detalhou os riscos de segurança do Claude Code nas versões 2.1.91 e 2.1.196. Segundo eles, o modelo poderia enviar para servidores no exterior informações específicas dos pedidos dos usuários, identificadores sociais que levavam à identificação real e a geolocalização deles, tudo sem consentimento.
De acordo com a agência Reuters e o South China Morning Post, a “falha de segurança” seria na verdade uma medida real implementada pela Anthropic como forma de vigiar os usuários chineses e impedir de forma efetiva seu acesso. A empresa americana disse que a situação era um experimento de um mecanismo antiabuso, e que o acesso ao Claude na China não era permitido.







