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Biografia revela afetos e desafetos de Steve Jobs

Bill Gates, Barack Obama, Tim Cook estão na lista do criador da Apple

Por Da Redação - 24 Oct 2011, 12h03

A biografia de Steve Jobs, escrita pelo jornalista Walter Isaacson e lançada em 18 países nesta segunda-feira, traz informações fundamentais para compreender a vida do criador da Apple, que sempre manteve discrição sobre sua vida privada e também sobre detalhes de seu negócio. O livro Steve Jobs revela, por exemplo, a ira que o executivo cultivava em relação ao Google, devido à lançamento do sistema operacional Android, que, na visão dele, violaria patentes pertencentes à Apple.

Leia o primeiro capítulo da biografia oficial de Steve Jobs, escrita pelo americano Walter Isaacson

Especial: Steve Jobs e Apple

Bill Gates, outro importante nome do mercado, também é citado. Segundo Jobs, o bilionário fundador da Microsoft não passava de uma pessoa sem imaginação, acostumada a copiar a ideia dos outros. Para o ex-CEO da Apple, Gates seria alguém mais aberto às inovações se tivesse usado LSD ou realizado uma viagem espiritual na juventude, o que fez o próprio Jobs.

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Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, encontrou Jobs em 2010. Além de dar conselhos econômicos ao chefe de estado, o executivo se ofereceu para ajudar em sua campanha política à reeleição, em 2012. Pode-se imaginar que Obama, mergulhado em problemas políticos e econômicos, de fato precisaria da ajuda de um homem de visão como Jobs.

Outra revelação que está no livro: Tim Cook, atual CEO da Apple, não foi escolhido pelo antecessor. No entanto, foi o próprio criador da companhia quem informou Cook que ele era o eleito, uma decisão tomada pelo conselho diretor da empresa. Jobs comunicou a promoção a Cook por telefone.

Conhecido por seu perfeccionismo, Jobs contou ao biógrafo uma passagem curiosa. Certa vez, foi vaiado pelos funcionários da Apple, que tanto o admiravam, por propor que todos usassem uniformes. A ideia surgiu ao fazer uma visita às instalações da Sony, no Japão, onde os colaboradores adotavam uma vestimenta padrão. Na mesma época, Jobs pediu a Issey Miyake, designer japonês, que criasse um uniforme para ele. Dali, saiu a indefectível blusa preta de gola rolê, acompanha por calça jeans e tênis.

Jobs fez questão de explicar por que decidiu contribuir com Isaacson, concedendo-lhe quase cinquenta entrevistas e revelando bem mais detalhes sobre a vida íntima do que costumava. O objetivo, revelou um Jobs já bastante enfraquecido pelo câncer no pâncreas que o vitimaria, era mostrar aos filhos quem era, o que fizera em vida e, especialmente, por que fizera. Queria tambem explicar por que, em alguns momentos, esteve ausente da vida deles. O trabalho o consumia.

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Livro – Isaacson, ex-presidente da CNN e ex-editor executivo da revista Time, dedicou dois anos à produção biografia. Escrita a pedido do executivo, o material não sofreu qualquer interferência por parte do biografado, que preferiu não ter acesso à obra antes de sua publicação. Para a apuração, Isaacson conversou com uma centena de amigos, parentes, ex-namoradas, concorrentes, adversários e colegas de Jobs.

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