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Banda estreita, lenta e cara

O Programa Nacional de Banda Larga, lançado há três anos pelo governo federal, prometia internet de 1 mega a 35 reais mensais. Hoje, com velocidade inferior e custo bem mais alto, não chegou à metade das cidades prometidas

Por Pieter Zalis e Alexandre Aragão - 19 maio 2013, 12h17

Se o governo federal fosse uma empresa privada, poderia ser alvo de uma ação por propaganda enganosa no Procon. Seu Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), lançado com foguetório há três anos, prometia oferecer internet rápida e barata para que os brasileiros das regiões mais pobres pudessem estudar, informar-se, divertir-se e movimentar a economia comprando pela rede. Os objetivos seriam atingidos com a criação, a partir de trechos já existentes, de uma rede nacional de fibra óptica, a ser gerida pela Telebrás – a estatal de telecomunicações que foi reativada especialmente para dar vida ao programa. O governo ofereceria a estrutura e abriria concessões para que operadoras de telefonia conquistassem novos clientes. O anúncio oficial dizia que, até o fim de 2014, 40 milhões de pessoas, em 4 278 municípios de todos os estados do Brasil, poderiam contar com o serviço. Na propaganda, uma maravilha. Na vida real, porém, nada saiu como o anunciado. Passada mais da metade do prazo estipulado para a conclusão do plano, o governo descumpre todas as promessas que fez.

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