‘Assassin’s Creed Black Flag’: o que muda no retorno do clássico jogo de piratas
Lançamento no Brasil e no mundo está previsto para esta quinta-feira, 9, restante da franquia fez sucesso há uma década
Treze anos após colocar milhares de jogadores para cruzar os mares do Caribe, a aventura do pirata Edward Kenway está de volta. A Ubisoft lança mundialmente, incluindo no Brasil, Assassin’s Creed Black Flag Resynced no dia 9. Disponível para PlayStation 5, Xbox Series X/S e PC (com suporte e melhorias confirmadas para o PS5 Pro), o título promete ir muito além de um simples relançamento.
A desenvolvedora reitera: não se trata de uma remasterização, mas de um remake construído do zero utilizando as tecnologias mais recentes da empresa. Para os entusiastas de tecnologia e fãs da franquia, separamos as principais melhorias que justificam o retorno aos mares caribenhos.
Um Caribe deslumbrante
A mudança mais drástica está nos aspectos visuais e técnicos. Desenvolvido na versão mais atual da Ubisoft Anvil Engine (a mesma utilizada em Assassin’s Creed Shadows), o jogo apresenta suporte a 60 FPS nos consoles e um sistema avançado de iluminação global com traçado de raios (RTGI), garantindo sombras e reflexos hiper-realistas.
Além dos visuais, o Caribe ganhou vida nova com o sistema Atmos. O clima dinâmico agora interfere diretamente no gameplay: tempestades afetam a navegação, as ondas estão mais realistas, e a física permite que elementos do cenário (como letreiros e vegetação) interajam com ventanias e destruições em combate. Para melhorar a fluidez, a irritante tela de carregamento ao atracar em grandes cidades foi eliminada.
A jogabilidade abandonou o velho ritmo focado em esperar o contra-ataque para brilhar. O sistema de combates está muito mais ágil, alinhado aos jogos modernos da franquia, trazendo um novo sistema de parry (aparar), combos mais rápidos e punições para ataques repetitivos. Uma mudança notável é o uso da Lâmina Oculta (Hidden Blade), que agora é exclusiva para eliminações furtivas e finalizações contextuais, não sendo mais uma arma de uso livre nos combates abertos.
O parkour perdeu a sensação “pesada” do jogo de 2013, ganhando saltos manuais, impulsos nas paredes (wall ejects) e novas tirolesas. Na furtividade, recursos requisitados há anos foram inclusos: agora é possível agachar em qualquer lugar e a visibilidade de Edward é ativamente afetada pela iluminação do ambiente.
Em uma melhoria monumental de Qualidade de Vida, as famosas missões de perseguição (tailing) foram consertadas. Se Edward for detectado, o jogador não recebe mais a frustrante tela de “Falha na Missão”; ao invés disso, o jogo adapta o objetivo, forçando o jogador a lutar, correr ou encontrar rotas alternativas para extrair a informação.
O Navio Gralha
A exploração marítima a bordo do Gralha (Jackdaw) recebeu atenção especial. O jogador poderá recrutar três novos oficiais (O Padre, Lucy e Deadman), que além de trazerem missões secundárias próprias, oferecem vantagens de jogabilidade fundamentais para o combate naval. Há também novas armas para o navio, mais customizações e a curiosa adição de animais de estimação a bordo (macacos e gatos) para acompanhar a viagem.
No âmbito narrativo, a Ubisoft decidiu manter o foco 100% em Edward Kenway e numa experiência clássica de Ação-Aventura (o jogo não será um RPG). Para focar na narrativa pirata, os controversos segmentos no presente (dentro da Abstergo Entertainment) foram removidos e substituídos por “Rifts” opcionais (“What If?”), que exploram cenários narrativos dinâmicos. Como contrapartida, o desenvolvimento dos personagens Barba Negra e Stede Bonnet foi ampliado com missões e cenas inéditas.
Vale ressaltar que os antigos modos multiplayer e a expansão Freedom Cry ficaram de fora do pacote, em prol de concentrar os esforços apenas na história base de Edward. Seja nos PCs de ponta ou nos consoles de nova geração, Black Flag Resynced aposta na fusão de nostalgia e tecnologia de ponta para reconquistar a coroa de melhor jogo de piratas da indústria.







