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Apple é condenada por orquestrar alta de preço de e-book

Justiça americana conclui que empresa combinou com distribuidoras aumento do valor de livros eletrônicos em 2010. Multa será fixada em novo julgamento

Por Da Redação - 10 jul 2013, 16h29

A Apple foi considerada culpada de conspirar com grandes editoras o aumento do preço de livros eletrônicos à época do lançamento de seu iPad, em 2010, de acordo com uma decisão divulgada nesta quarta-feira por uma juíza de Nova York, em ação movida pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

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“Os autores mostraram que a Apple conspirou para elevar o preço dos livros eletrônicos com várias grandes distribuidoras americanas”, afirmou a juíza Denise Cote na decisão. A multa da Apple por violar a legislação antitruste será fixada em um novo julgamento.

De acordo com a acusação, a Apple combinou com as editoras a mudança do modelo de venda de e-books no início de 2010. À época, com o mercado dominado pela Amazon, novidades e best-sellers custavam 9,99 dólares. Pelo novo sistema, os preços dos livros mais vendidos passaram a variar entre 12,99 a 14,99 dólares, com 30% de comissão para a Apple.

Conforme fechavam acordo com a empresa fundada por Steve Jobs, as editoras passaram a pressionar a Amazon a adotar o mesmo modelo. Segundo alegou o governo americano, a Apple foi o “cérebro” de uma conspiração que a indústria editorial organizou contra a Amazon, algo que custou aos consumidores centenas de milhões de dólares. Apenas a Apple foi condenada. As editoras Penguin, MacMillan, Simon & Schuster, Hachette e HarperCollins optaram por acordos com a Justiça.

Recurso – A Apple reafirmou em comunicado que as acusações são falsas e irá recorrer da decisão da juíza. “A Apple não conspirou para estabelecer os preços dos livros eletrônicos”, disse o porta-voz Tom Neumayr. “Quando lançamos a iBookstore, em 2010, demos aos clientes mais opções, injetando a muito necessária inovação e concorrência no mercado, quebrando a posição monopolista da Amazon sobre a indústria editorial. Nós não fizemos nada de errado.”

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(Com agência France-Presse e EFE)

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