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App Duolingo lança teste de proficiência em inglês

Objetivo é concorrer com provas tradicionais, como Toefl e Ielts. Universidades ainda estudam adoção do modelo

Por Rafael Sbarai 23 jul 2014, 13h00

O Duolingo, maior plataforma colaborativa de aprendizado de idiomas do mundo, anunciou nesta quarta-feira o lançamento de um teste de proficiência em língua inglesa. O objetivo do Duolingo Test Center é credenciar alunos para cursos acadêmicos e também para empregos que exijam domínio do idioma de estudantes e profissionais que não têm o inglês como língua materna. Segundo o Duolingo, a Universidade Carneggie Mellow, dos Estados Unidos, já estuda a possibilidade de adotar o exame em seu processo seletivo. O serviço já está disponível em português para dispositivos móveis com sistema operacional Android (Google) e desktop – o aplicativo para iOS (Apple) deve ser liberado nas próximas semanas.

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Ao entrar no mercado de certificações, o Duolingo desafia concorrentes que há anos dominam o setor, como o Toefl (Test of English as a Foreign Language), Ielts (International English Language Testing System) e Cambridge. Os três exames são aceitos em mais de 26.000 instituições de 130 países. No ano passado, mais de 2 milhões de pessoas fizeram o Ielts, por exemplo.

Para enfrentar a concorrência, o Duolingo se apoia em duas estratégias: mobilidade e preço. O usuário do app pode fazer a prova de qualquer lugar (em casa, no trabalho, no shopping etc.) gratuitamente – as provas mais tradicionais costumam custar entre 400 e 500 reais. No futuro, o Duolingo estuda cobrar 20 dólares pelo teste, que leva, em média, 20 minutos. “Tivemos diversas reuniões com o presidente da Carneggie Mellow, Subra Suresh, para analisar e testar nossa metodologia. Depois de muita conversa, eles comprovaram a eficiência do exame”, diz o guatemalteco Luis von Ahn, fundador do Duolingo.

Segundo a brasileira Gina Gotthilf, diretora de comunicações e desenvolvimento internacional da companhia, um estudo conduzido pela Universidade de Pittsburgh mostrou que as provas do Duolingo aplicadas são substancialmente correlacionadas aos exames tradicionalmente exigidos nas faculdades. É o caso do Toefl-iBT, exigido no programa Ciência sem Fronteiras, que oferece desde 2011 bolsas de estudo no exterior a estudantes brasileiros no nível superior. “Já estamos em contato com outras universidades de todo o mundo para testar nossa metodologia”, afirma Gina.

O maior desafio da plataforma, no entanto, é evitar a fraude. O teste de proficiência só funciona em smartphones e computadores que tenham câmera frontal. Antes de iniciar a prova, o serviço exige que o participante apresente uma identificação oficial e que dê um giro de 360 graus com a câmera para mostrar que não há outra pessoa no ambiente. Não podem ser usados outros aparelhos e fones de ouvido. O teste inteiro é gravado e analisado pela equipe da empresa, que revê as imagens à procura de sinais de trapaça.

A expectativa é que, nos próximos meses, outros idiomas sejam incluídos no teste. A prioridade é o espanhol. Criado em junho de 2012, o Duolingo conta com mais de 38 milhões de usuários – 10% deles estão no Brasil, segundo país com o maior número de inscritos na plataforma, atrás apenas dos Estados Unidos.

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