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App de namoro Tinder copia Snapchat e lança recurso que apaga fotos

Objetivo da empresa americana é aumentar base de usuários do aplicativo para concorrer com líderes do mercado, como OkCupid e Match.com

O aplicativo de namoro Tinder – que coloca em contato usuários do Facebook que estejam geograficamente próximos – lançou um recurso chamado Momentos, que encoraja os cadastrados a compartilhar fotos. O detalhe é que as imagens são apagadas automaticamente dos smartphones dos destinatários e dos remetentes em um prazo de 24 horas. Recurso similar é usado no Snapchat: neste, contudo, as mensagens são deletadas 10 segundos depois de chegar ao dispositivo do destinatário.

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A adoção do recurso é uma tentativa da companhia de expandir a base de usuários. Segundo a Comscore, 2,7 milhões de celulares no mundo possuem o aplicativo instalado. O objetivo é mudar a proposta do serviço e transformar o app em uma ferramenta para conectar pessoas – e não apenas para paquerar.

Em entrevista à rede de TV britânica BBC, Sean Rad, fundador do Tinder, disse que somente colocar as pessoas em contato para que elas possam conversar através do recurso de chat não é suficiente. “Precisávamos ajudar nossos usuários a conhecer quem está do outro lado”, disse.

Para ele, a troca de fotos pode dar mais significado às relações – ainda que virtuais. Para Rad, quanto mais informações forem trocadas durante os primeiros contatos, mais chances os usuários terão de engatar um relacionamento fora da internet.

Concorrência – Criar diferenciais a partir de novos recursos é um movimento estratégico para o Tinder, que enfrenta uma forte concorrência no setor. Nos Estados Unidos, o aplicativo compete com serviços já estabelecidos como o OkCupid e também com novas iniciativas, caso do Hinge, que ainda não chegou no Brasil.

O setor é promissor. Segundo estimativa da consultoria IBIS World, os serviços que promovem o namoro devem render mais de 2,2 bilhões de dólares neste ano somente nos Estados Unidos. No país, 27% do mercado de namoro é dominado por Match.com e OKCupid.

O Tinder, por ora, não faz dinheiro. De acordo com o fundador Sean Rad, no entanto, a empresa está em busca de alternativas de monetização. Entre as estratégias estão aumentar a base de usuários e “vender” a plataforma como um serviço mais geral e não voltado exclusivamente à paquera. Entre os planos está a cobrança de uma taxa mensal para que a busca de perfis seja ilimitada. Atualmente, não existem limites para a pesquisa dentro do app.