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Após Google e Facebook, Apple é questionada por uso de dados privados de usuários

A Apple deve esclarece “imediatamente” quais dados relativos a usuários são coletados por seus produtos – e com que propósito, segundo determinação da Justiça da Alemanha, de acordo com reportagem publicada neste fim de semana pela revista Der Spiegel. “Os usuários de iPhones e outros dispositivos de GPS devem estar cientes de que tipo de informações sobre eles estão sendo coletadas”, disse Sabine Leutheusser-Schnarrenberger, chefe da pasta.

Segundo a Der Spiegel, a crítica da ministra é voltada para as mudanças que a Apple fez na sua política de privacidade, que provocou a coleta de dados sobre a localização geográfica dos usuários de seus produtos de forma anônima. Leutheusser-Schnarrenberger disse esperar que a Apple “abra seus bancos de dados para as autoridades alemãs de proteção de dados” e esclareça quais são as informações que recolhe e por quanto tempo a empresa mantém os dados. Um porta-voz da Apple disse que não poder comentar o assunto.

A Alemanha tem uma das legislações de defesa da privacidade mais exigentes do mundo, uma reação à experiência do país com os sistemas estatais de vigilância que foram postos em prática pelos nazistas e pela polícia secreta da Alemanha Oriental, a Stasi. A ministra alemã de Defesa do Consumidor ganhou as manchetes no início deste mês, quando disse que iria sair do Facebook por conta dos problemas envolvendo a privacidade na maior rede social do mundo.

Enquanto isso, após uma auditoria solicitada pela Alemanha em maio, o Google reconheceu que tinha recolhido equivocadamente durante anos dados pessoais transmitidos por usuários de redes sem fio. A ministra da Justiça disse que seria “impensável” para a Apple criar perfis dos usuários com base em suas personalidades e localização. “A Apple tem a obrigação de aplicar corretamente a transparência tantas vezes prometida pelo presidente-executivo Steve Jobs”, disse ela.

(Com agência Reuters)