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A polêmica envolvendo manipulação de imagens que vitimou nova ferramenta de IA do Google Earth

Ferramenta de IA generativa lançada para o Google Earth foi retirada após enxurrada de usuários apontarem a facilidade de criação de imagens falsas

Por Lorenzo Souza Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 31 jul 2026, 20h30
A polêmica envolvendo manipulação de imagens que vitimou nova ferramenta de IA do Google Earth Priorizar nos meus resultados Google

O Google anunciou na última quinta-feira, 30, uma atualização para o Google Earth. Com ajuda da IA Nano Banana 2, usuários poderiam escrever prompts ao utilizarem o Google Earth para então modificar algo da imagem de satélite dos mapas, seja para testar um novo empreendimento, visualizar antigos espaços históricos, entre outras funções. A tecnologia, porém, foi retirada nesta sexta-feira, 31, após uma enxurrada de usuários nas redes sociais chamar a atenção do Google para a facilidade de se criar “imagens de satélite” manipuladas por inteligência artificial, com informações falsas de ambientes reais. 

Vista aérea de um acampamento lotado com centenas de barracas coloridas e pessoas aglomeradas entre edifícios e áreas verdes, indicando uma grande concentração populacional
Imagens falsas com pretextos políticos foram criadas como demonstração do perigo da ferramenta; no caso, refugiados foram colocados na fronteira do México (X/@henkvaness/Reprodução)

 A ferramenta permitia que imagens realistas fossem criadas por cima da visualização por satélite do Google Earth. Em um vídeo de lançamento, o Google coloca como exemplo prompts que permitiam ver uma “versão futurista” de uma cidade e como um determinado espaço era em outros séculos. Assim que foi lançado, usuários fizeram o teste e identificaram que não havia grandes medidas para impedir que imagens falsas ou com mal intencionadas fossem geradas. 

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Mapa de satélite da Islândia com uma cratera gigante no centro, como se fosse um vulcão, e cidades marcadas ao redor
Um usuário resolveu colocar um buraco no meio da Islândia (X/@Pirat_Nation/Reprodução)

Nas redes sociais, usuários criaram imagens falsas que mostravam centenas de refugiados na fronteira do México com os EUA, um gigantesco buraco no meio da Islândia e até criações que exibiam um avião que teria atacado o World Trade Center, em Nova York, de forma similar ao ataque terrorista de 11 de setembro às Torres Gêmeas. 

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Vista aérea de Nova York com um avião de passageiros branco colidindo com um arranha-céu espelhado, causando explosão e fumaça preta densa. Outros prédios e o Empire State Building são visíveis ao fundo
Outros usuários colocaram um avião caindo no World Trade Center (X/@Pirat_Nation/Reprodução)
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A plataforma, após a enxurrada de situações similares, retirou a ferramenta do ar nesta sexta-feira, 31. Em comunicado, o Google disse que sabe como as pessoas confiam no Google Earth como “uma visualização confiável do mundo”. “Vimos profissionais da área geoespacial usarem esse recurso para fins úteis, mas também vimos pessoas compartilhando capturas de tela que aparentemente violam nossas políticas”, escreveu a empresa. Eles definiram ainda que implementarão, futuramente, medidas de segurança mais fortes para a tecnologia. 

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