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Você segue uma musa fitness? Isso pode fazer mal à sua saúde

A busca incessante por um ideal de beleza, como a barriga negativa, o ab crack ou o vão entre as coxas, pode deflagrar problemas físicos e mentais

A busca pelo corpo perfeito tem aumentado e muito o fanatismo em torno dos padrões de beleza. O depoimento de mulheres com índices corporais baixíssimos, abdômen tanquinho (a radical ‘barriga negativa’), o ab crack (vinco vertical no meio da barriga) e até mesmo o vão entre as coxas têm sido cada vez mais comuns na internet, em especial no Instagram.

A expressão ‘barriga negativa’ se popularizou quando a modelo sul-africana Candice Swanepoel exibiu seu abdômen côncavo – de tão seco – no Instagram, em 2012. Quase um ano depois chegou a vez do ‘thighgap’, termo criado para designar o espaço entre as coxas, sem deixar que elas encostem uma na outra. Em 2014, a nova mania foi a ‘bikini bridge’, expressão usada para descrever quando a calcinha fica suspensa da barriga por conta dos ossinhos saltantes do quadril.

Mas como a criatividade nunca acaba, a internet continua a apresentar partes do corpo que até então se ignorava. Os últimos modismos celebrados nas redes redes sociais foram o ‘thighbrow’, apelido em inglês para a dobrinha formada entre o quadril e as coxas, o ‘ab crack’, vinco vertical no meio do abdômen e o uso da cinta modeladora – até para ir na academia. 

O problema é que, mais do que magreza, alguns desses “modismos fitness” estão diretamente relacionados à estrutura corporal e, portanto, não importa o quanto se faça dieta ou exercícios — nem um terço das pessoas jamais chegará perto dos objetivos. Eles são irreais.  A consequência é ainda pior: o desenvolvimento de doenças. 

 

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Segundo o cirurgião plástico Eduardo Sucupira, muitas pessoas querem soluções milagrosas e buscam intervenções estéticas e cirúrgicas para alcançar estes “padrões” na internet. Alguns deles, como o ab crack e o vão entre as coxas, até podem ser construídos a partir de uma lipoaspiração ou lipoescultura, outros, como a barriga negativa, não. “Entretanto, além de um resultado irreal, seguir os procedimentos da moda aumenta o risco de insatisfação da paciente e, consequentemente, o desenvolvimento de transtornos de imagem”, diz.

“Atualmente vivemos em uma dicotomia, com muitas pessoas acima do peso e outras buscando obsessivamente padrões estéticos que só podem ser alcançados com a adoção de medidas extremas que colocam em risco a saúde de quem busca esse tipo de resultado. Essa busca incessante para alcançar uma imagem patológica induz comportamentos que deflagram transtornos alimentares, como a bulimia e a anorexia.”, diz o endocrinologista  Francisco Tostes.

O preparador físico Marcio Atalla ressalta que a maioria das pessoas que consegue atingir as características radicais têm em seu favor, fundamentalmente, a genética. “Tentar ultrapassar limites pode, sim, prejudicar a saúde.

Fontes: Eduardo Sucupira, cirurgião plástico; Francisco Tostes, endocrinologista; Isaias Gonçalves Rodrigues, personal trainer; e Marcio Atalla, preparador físico.

Comentários

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  1. Napoleao Gomes

    Toda mulher que tem um vão entre as coxas é muito ruim de cama; os ossos delas machucam e elas não tem onde pegar… São mesmo sómente pra quem gosta de ossos!

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  2. toni bettine

    Quando a alma é vazia, a única coisa que satisfaz uma mulher bonita é um corpo sem defeito. E o bom senso sabe que isso não existe. O problema é convencer uma alma vazia de que existe vida acima da beleza.

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  3. luis silviano marka

    Não tem nada mais medonho que uma guria seca, dessas que uma coxa não encosta na outra. Parece que tá com alguma doença, dá vontade de levar numa churrascaria pra ver se coloca um pouco de carne naqueles ossos. E fazer amor com uma seca dessas é quase o mesmo que fazer amor com a parte de dentro de um peixe, dá pra sentir os ossos machucando e esfolando o cara.

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