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Vitamina E pode enfraquecer os ossos, diz estudo

Ao contrário do que outras pesquisas haviam concluído, estudo observou que altos níveis da vitamina estimulam degradação da massa óssea

Suplementos de vitamina E podem enfraquecer os ossos, segundo um estudo feito por cientistas japoneses e divulgado nesta segunda-feira pela revista britânica Nature Medicine. A pesquisa, feita na Universidade de Keio, em Tóquio, observou que camundongos que receberam grandes doses da vitamina apresentaram massa óssea menor do que aqueles que não a consumiram.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Vitamin E decreases bone mass by stimulating osteoclast fusion

Onde foi divulgada: revista Nature Medicine

Quem fez: Koji Fujita, Makiko Iwasaki, Hiroki Ochi, Toru Fukuda, Chengshan Ma, Takeshi Miyamoto, Kimitaka Takitani, Takako Negishi-Koga, Satoko Sunamura, Tatsuhiko Kodama e Hiroshi Takayanagi

Instituição: Universidade de Keio, Japão

Dados de amostragem: Ratos com déficit de vitamina E e ratos que recebiam suplementos da vitamina

Resultado: Altas doses de vitamina E podem incentivar a produção de osteoclastos e, assim, a perda de massa óssea.

Os efeitos positivos de alguns nutrientes na saúde dos ossos, como a vitamina D, foram bem documentados, mas no caso da vitamina E existia controvérsia entre os cientistas.

Experimentos anteriores defendiam os benefícios de seu consumo, que fortaleceria os ossos, e recomendavam sua ingestão por meio de alimentos como azeite, amêndoas e verduras como espinafre e brócolis.

A pesquisa – No estudo, foi comparado o que acontecia nos ossos de roedores com déficit de vitamina E em comparação aos que receberam suplementos com a substância.

A quantidade de massa óssea é determinada pelo equilíbrio entre dois tipos de células: os osteoblastos, que interferem na criação do novo tecido ósseo, e os osteoclastos, que os deteriora.

Na pesquisa japonesa, os ratos com doses altas de vitamina E perderam massa óssea, um dado que os cientistas atribuíram ao fato de que esse componente aumenta o número de osteoclastos, destruindo mais ossos em vez de criá-los.

Os pesquisadores destacaram que, embora esses resultados possam ser importantes para prevenir o risco de fraturas no futuro, é necessária uma investigação mais profunda em humanos.

(Com Agência EFE)