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Vírus H7N9 tem origem nas aves, conclui estudo

Pesquisa, que confirmou origem das mais de 100 infecções pelo vírus registradas na China, não encontrou evidências de transmissão entre pessoas

Por Da Redação 25 abr 2013, 16h19

Um estudo publicado nesta quinta-feira na revista médica britânica The Lancet confirmou que o vírus H7N9, que causou a morte de pelo menos 22 pessoas na China, realmente se origina nas aves. A pesquisa também não encontrou evidências de transmissão do vírus entre seres humanos. É a primeira pesquisa científica que respalda o que as autoridades de saúde já haviam indicado sobre o H7N9. “A gripe A H7N9 foi transmitida por aves, especialmente frangos em mercados de aves, para o homem”, escreveram os autores do trabalho em um comunicado.

O estudo comparou a análise genética do vírus H7N9 encontrado em pacientes doentes aos de um vírus presente em uma galinha retirada de um mercado de aves na China. Assim, os pesquisadores puderam concluir “que as semelhanças entre os vírus isolados sugerem uma transmissão esporádica das aves para pessoas”, informou o comunicado. Além disso, a vigilância médica das pessoas que estiveram em contato com pessoas infectadas com o vírus não indicou nada. A ausência de sintomas foi observada nessas pessoas 14 dias após o início do monitoramento, “sugerindo que o vírus não é, atualmente, capaz de ser transmitido entre seres humanos”.

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No entanto, a análise genética do H7N9 mostrou que o vírus já adquiriu algumas características que fazem com que se adapte a uma infecção entre mamíferos. Uma adaptação maior do vírus poderia levar a uma “transmissão entre humanos mais eficaz”, mas também a infecções com “sintomas menos severos”, segundo os autores do estudo.

“No geral, as evidências em termos de epidemiologia e virologia sugerem que a transmissão ocorre apenas de aves para os seres humanos e o controle da epidemia entre os homens dependerá do controle da epidemia em aves”, disse Kwok-Yung Yuen, professor da Universidade de Hong Kong e um dos autores da pesquisa, em um comunicado.

Intervir para conter – Os autores da pesquisa sugerem “intervir agressivamente para impedir novas transmissões do animal ao homem nos mercados avícolas” a fim de “minimizar os riscos de uma adaptação maior do vírus” que o tornaria transmissível entre humanos. Esses cientistas consideram que, para impedir o vírus de se tornar responsável por uma pandemia, será necessário fechar temporariamente os mercados de aves, “separar as diferentes espécies de aves” e eventualmente implementar “programas de vacinação” dos animais.

Nesta quarta-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o H7N9 como um dos vírus mais letais da gripe aviária. Desde o fim do mês de março, a China já confirmou 108 casos de infecção pelo vírus. Até então, ele nunca havia contaminado seres humanos.

(Com agência France-Presse)

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