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Vídeos incentivam misturar medicamentos com energéticos para obter disposição; Anvisa alerta para riscos

Órgão critica "banalização" do uso de remédios em brincadeiras nas redes sociais; riscos incluem taquicardia, aumento da pressão arterial e até colapso

Por Camila Mazzotto Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 7 set 2026, 10h22 | Atualizado em 8 set 2026, 11h30
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou um comunicado para alertar sobre os riscos de misturar medicamentos controlados com energéticos, prática que, segundo o órgão, está sendo incentivada por vídeos caseiros que circulam nas redes sociais sob a promessa de energia e alta performance nas atividades diárias.

Medicamentos, porém, não devem ser usados de forma recreativa, afirmou a agência. “Receitas que circulam na internet podem gerar muitos riscos para a saúde física e mental. Segundo cardiologistas, a mistura pode levar a problemas cardíacos e aumento da pressão arterial”, disse o órgão, em nota.

A Anvisa alerta que o consumo recreativo de alguns medicamentos, associados a substâncias como cafeína e taurina, pode gerar efeitos inesperados, como:

  • Taquicardia (aumento dos batimentos cardíacos);
  • Elevação da pressão arterial.
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Esses sintomas, segundo a agência, podem ainda levar o corpo a sofrer um colapso, mesmo em pessoas jovens e sem histórico de doenças no coração. E o risco é ainda maior quando o medicamento em questão é de uso controlado, ou seja, que exige receita médica específica e retenção do documento na farmácia. Segundo a Anvisa, misturar medicamentos controlados com energéticos aumenta, entre outras coisas:

  • O risco de dependência física, química ou psicológica;
  • Alterações na forma de sentir e pensar;
  • A exposição a situações de acidentes e violências, como quedas e brigas.
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A agência destaca que a avaliação do registro de um remédio sempre envolve investigar seus riscos e benefícios, que depois são colocados na bula para orientar profissionais de saúde e pacientes. Qualquer fármaco possui eventos adversos previstos, mas “o uso sem necessidade ou orientação deixa o usuário apenas com os riscos”, adverte a Anvisa.

“Apesar de o todo cuidado exigido, o uso desses produtos vem sendo banalizado em brincadeiras nas redes sociais. Por essa razão, o uso desses medicamentos exige acompanhamento médico rigoroso e contínuo, com monitoramento das doses, do tempo de tratamento e das particularidades de cada paciente”, alerta o órgão.

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A Anvisa acrescenta ainda que a sensação de cansaço permanente pode ser sinal de algum problema de saúde, como anemia, problemas na tireoide, apneia do sono ou depressão. “Portanto, o recomendado é nunca recorrer à automedicação. Procure sempre um médico para avaliar o caso“, diz a nota.

A prática regular de exercícios físicos, dormir bem, buscar uma alimentação equilibrada e se hidratar são alguns dos exemplos citados pela agência para ajudar a ter mais vigor e disposição na rotina.

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