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Viagra pode ser eficiente no combate a esclerose múltipla

Droga protege e repara regiões neurais responsáveis pelas sinapses

Por Da Redação - 19 maio 2011, 12h32

O Viagra, droga usada para tratar a disfunção erétil, pode reduzir drasticamente os sintomas da esclerose múltipla. Em uma pesquisa conduzida em animais, e publicada no periódico Acta Neuropathologica, o medicamento proporcionou uma melhora significativa em 50% dos casos após oito dias de tratamento. Como a droga já é usada comercialmente, e bem tolerada por pacientes diagnosticados com esclerose múltipla e que estão em tratamento para a disfunção sexual, os cientistas esperam que os testes clínicos em humanos comecem em breve.

Axônio: maior prolongamento do neurônio, envolto na bainha de mielina
Axônio: maior prolongamento do neurônio, envolto na bainha de mielina VEJA

A esclerose múltipla é a doença inflamatória crônica do sistema nervoso central mais comum, além de ser a principal causa de incapacidade entre adultos. A doença é causada pela presença de múltiplos focos de desmielinização (perda de mielina, substância importante na comunicação entre os neurônios) e de neurodegeneração em diferentes áreas do sistema nervoso central. Ainda sem cura, possui tratamentos que são eficientes em reduzir e evitar a progressão dos sintomas.

Na pesquisa conduzida por Agustina García, do UAB Instituto de Biotecnologia e Biomedicina, na Espanha, foram analisados os efeitos do sildenafil (nome da substância ativa do Viagra) no tratamento de um tipo de esclerose múltipla em animais, que recebe o nome de encefalomieliete auto-imune experimental (EAE). Os cientistas demonstraram, então, que o tratamento diário com sildenafil após o início da doença foi eficiente para reduzir os sintomas clínicos, com uma recuperação completa em até 50% dos casos, após oito dias de tratamento.

O sildenafil, usado como vasodilatador no tratamento da disfunção erétil, tem ainda uma função neuroprotetora. Por isso, no combate aos sintomas da esclerose múltipla, a medicação foi eficiente na redução da infiltração de células inflamatórias dentro da massa branca da medula espinal. Assim, houve menores danos aos axônios (região do neurônio responsável pelo impulso nervoso) das células nervosas e um melhorina na reparação da mielina que já havia sido danificada.

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