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Vacinas da Pfizer e da Janssen protegem mesmo oito meses após aplicação

Foi o que mostrou pesquisa de centro americano que comparou o desempenho dos imunizantes. O trabalho revelou ainda ação contra variantes

Por Cilene Pereira Atualizado em 15 out 2021, 22h42 - Publicado em 15 out 2021, 19h02

Em um estudo publicado na edição mais recente do jornal científico The New England Journal of Medicine, pesquisadores do Beth Israel Deaconess Medical Center, dos Estados Unidos, comprovam a eficácia das três vacinas contra a Covid-19 produzidas com base em RNA mensageiro: a da Pfizer-BioNTech, a da Moderna e fabricada pela Janssen. No Brasil, a única das três vacinas não disponível é a Moderna.

O objetivo dos cientistas era conhecer o desempenho dos imunizantes meses depois do início da vacinação nos Estados Unidos. Até agora, cerca de 200 milhões de americanos foram vacinados e boa parte se aproxima do aniversário de um ano de imunização. Mesmo assim, de acordo com os cientistas, muitas informações ainda precisam ser coletadas a respeito do nível de proteção assegurado e quanto tempo ele dura.

Os pesquisadores compararam a resposta imune induzida pelas três vacinas durante um período de oito meses a partir da análise de dados de 61 voluntários (31 receberamPfizer-BioNTech, 22, Moderna, e oito, Janssen). Foram considerados os níveis de vários tipos de anticorpos, de células T e outros componentes do sistema de defesa depois de duas a quatro semanas após a vacinação completa, quando ocorre o pico da resposta do corpo à vacina – e oito meses depois.  “As vacinas mRNA Pfizer-BioNTech e Moderna são caracterizadas por um pico de resposta com alta produção de anticorpos e declínio acentuado seis depois, caindo ainda mais no mês oito”, disse Dan Barouch, diretor do Centro de Pesquisa de Virologia e Vacinas, um dos autores do trabalho e também um dos cientistas que contribuiu no desenvolvimento do imunizante da Janssen.  “A dose única da vacina da Janssen induz a uma baixa reação inicial, mas a resposta do corpo contra o vírus se mantém estável sem evidência de declínio”, afirma.

Apesar das diferenças demonstradas, os cientistas concluíram que os resultados são positivos. “Apesar da queda de anticorpos neutralizantes, que atacam especificamente o novo coronavírus, os níveis estáveis de outros componentes do sistema imunológico oito meses depois da vacinação podem explicar como os imunizantes continuam a proteger contra casos severos de Covid-19″, afirma Ai-ris Y. Collier, coordenador da investigação.”Vacinar-se, inclusive na gravidez, ainda é o melhor recurso que temos para acabar com a pandemia.”

A pesquisa demonstrou que as três vacinas apresentam ampla capacidade de defesa contra as variantes do novo coronavírus. Porém, não foi possível saber com precisão a resposta imune necessária para conferir a proteção contra o SARS-CoV-2, o vírus causador da Covid-19.

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