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Vacina de Oxford: voluntária teve sintoma neurológico grave

A mulher teve sintomas consistentes com uma doença espinhal inflamatória rara; ela deve receber alta ainda hoje, segundo CEO da Astrazeneca

Por Da redação Atualizado em 9 set 2020, 18h27 - Publicado em 9 set 2020, 16h45

A participante que motivou a suspensão dos estudos mundiais da vacina de Oxford deve receber alta hospitalar nesta quarta-feira, 9, de acordo com Pascal Soriot, CEO da Astrazeneca. Ela apresentou “evento adverso grave”. Segundo informações do Stat, Soriot deu essa declaração durante uma conferência privada realizada nesta manhã com investidores.

  • Trata-se de uma mulher, que mora no Reino Unido, e apresentou “sintomas neurológicos consistentes”, com uma doença espinhal inflamatória chamada mielite transversa. A doença é rara, mas extremamente séria. Segundo Soriot, o diagnóstico ainda não foi confirmado, mas a participante está já se recuperou e deve ser liberada em breve.

    Ainda não se sabe se o evento foi desencadeado pela vacina, mas o comitê independente encarregado de revisar os dados de segurança do estudo confirmou que a voluntária recebeu a vacina contra Covid-19 desenvolvida pela Universidade Oxford em parceria com a AstraZeneca e não a vacina quádrupla de meningite, usada como controle no lugar de um placebo.

    Segundo fontes ouvidas pelo Stat, no evento, Soriot também confirmou que o ensaio clínico foi interrompido anteriormente, em julho, depois que um participante apresentou sintomas neurológicos. Após um exame mais aprofundado, o voluntário foi diagnosticado com esclerose múltipla e concluiu-se que o evento não estava associado à vacina.

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