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Vacina de Oxford é eficaz contra variante britânica do vírus, diz estudo

Por outro lado, ainda não se sabe sua eficácia contra outras cepas, como a brasileira e a sul-africana

Por Giulia Vidale Atualizado em 17 mar 2021, 12h05 - Publicado em 5 fev 2021, 12h30

A vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela parceria Oxford-AstraZeneca é tão eficaz contra a nova variante britânica do coronavírus quanto contra a versão original. A conclusão é de um estudo preliminar publicado na quinta-feira, 4, em uma plataforma do The Lancet que reúne artigos antes de sua revisão por pares e publicação formal em uma revista científica. Esta é a primeira evidência sobre a eficácia do imunizante de Oxford contra novas variantes.

“Os dados de nossos testes da vacina ChAdOx1 no Reino Unido indicam que a vacina não apenas protege contra o vírus pandêmico original, mas também contra a nova variante, B.1.1.7, que causou o aumento da doença a partir do final de 2020 em todo o Reino Unido.”, disse o pesquisador Andrew Pollard, coordenador dos estudos com a vacina de Oxford.

O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade Oxford, da AstraZeneca e de outras instituições, também mostrou que a vacina reduz a carga viral, o que pode se traduzir em uma transmissão reduzida da doença.

Entre outubro de 2020 e janeiro de 2021, os pesquisadores coletaram amostras de PCR positivo de voluntários sintomáticos e assintomáticos do estudo de fase II/III da vacina no Reino Unido. Eles então analisaram com qual cepa de coronavírus as pessoas haviam sido infectados.

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Os resultados mostraram que apesar do nível mais baixo de anticorpos neutralizantes gerados pela vacina contra a a variante B.1.1.7, identificada na Inglaterra, a taxa de proteção foi similar à atingida contra a cepa original do vírus. Por outro lado, ainda não se sabe a taxa de eficácia contra outras novas cepas, como a de Manaus ou a da África do Sul, que parecem ser menos suscetíveis aos imunizantes.

De qualquer forma, os pesquisadores já estão procurando maneiras de modificar as vacinas existentes de forma rápida e simples para proteger contra novas variantes. “Coronavírus são menos propensos à mutação do que o vírus influenza [causador da gripe], mas sempre esperamos que, com a continuação da pandemia, novas variantes começarão a se tornar dominantes entre os vírus que estão circulando e que, eventualmente, uma nova versão da vacina seria necessária para manter a eficácia no nível mais alto possível”, disse Sarah Gilbert, professora de vacinologia e investigadora-chefe do ensaio da vacina de Oxford

Outros imunizantes, como o da Novavax e da Moderna, enfrentam o mesmo problema. Eles apresentaram uma boa eficácia contra a variante inglesa, mas a taxa caiu contra a cepa sul-africana.

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