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Vacina de Oxford: 2ª dose não aumenta risco de trombose, diz estudo

Resultado de pesquisa realizada pela AstraZeneca corrobora segurança da conclusão do esquema vacinal

Por Giulia Vidale 28 jul 2021, 16h59

Um estudo publicado na revista científica The Lancet nesta quarta-feira, 28, mostrou que a segunda dose da vacina contra Covid-19 de Oxford-AstraZeneca não aumenta a probabilidade de trombose. De acordo com os pesquisadores, o resultado comprova a segurança da conclusão do esquema vacinal em pessoas que não apresentaram o raro efeito colateral após a primeira injeção.

Segundo o estudo, realizado pela AstraZeneca, o risco de trombose com síndrome de trombocitopenia (TTS, na sigla em inglês) após a segunda dose do imunizante é raro. Foram encontrados 2,3 casos por milhão de pessoas que receberam a vacina. A taxa é comparável ao que é registrado em populações não vacinadas. Por outro lado, após a primeira dose, o índice foi um pouco mais elevado: 8,1 casos por milhão de pessoas vacinadas.

“Vaxzevria [nome comercial do imunizante na Europa] é eficaz contra todas as gravidades de Covid-19 e desempenha um papel crítico no combate à pandemia. A menos que a TTS [trombose com síndrome de trombocitopenia] tenha sido identificada após a primeira dose, esses resultados apoiam a administração do esquema de duas doses de Vaxzevria, conforme indicado, para ajudar a fornecer proteção contra a Covid-19, incluindo contra variantes que demandam preocupação ”, disse Sir Mene Pangalos, vice-presidente executivo de Pesquisa e Desenvolvimento de Biofarmacêuticos da AstraZeneca, em comunicado.

Os pesquisadores analisaram casos do problema ocorridos até 14 dias após a administração da primeira ou segunda dose, relatados até 30 de abril, usando o banco de dados de segurança global da farmacêutica.

Alteração na bula

Agências regulatórias ao redor do mundo, incluindo a EMA, que regula medicamentos na União Europeia, a MHRA, do Reino Unido, e a Anvisa, investigam casos de trombose associados às vacinas de Oxford-AstraZeneca e da Janssen, braço farmacêutico da Johnson & Johnson, desde o início do ano.

O risco foi incluído na bula, mas, até o momento, todas chegaram à mesma conclusão: os benefícios da vacina na prevenção de casos graves e mortes pela Covid-19 superam os riscos. Vale lembrar que a chance de trombose pela doença também é maior que o risco oferecido pela vacina, incluindo o avaliado após a primeira dose.

Até o momento, não foi identificado nenhum fator de risco específico ou causa definitiva para desenvolvimento de trombose com síndrome de trombocitopenia após a vacinação. “Além disso, esses eventos muito raros podem ser evitados quando os sintomas são identificados e tratados de forma adequada”, afirma a farmacêutica.

Novas formulações

Pesquisadores de Oxford e da AstraZeneca estão conduzindo pesquisas para descobrir se a vacina pode ser modificada para prevenir esses raros e graves efeitos colaterais. As instituições também avaliam como o imunizante pode ser alterado para combater de forma mais eficaz novas variantes do coronavírus. O mesmo acontece com outras fabricantes de vacinas, como a Moderna e a Pfizer.

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