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Vacina: AstraZeneca quer pedir autorização no Brasil no começo de janeiro

Imunizante é a principal aposta do governo para plano de vacinação em 2021

Por Mariana Rosário 13 dez 2020, 18h22

Principal aposta do governo brasileiro para imunizar a população, com 100,4 milhões de doses prometidas até o fim de julho, a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com o laboratório AstraZeneca deve entrar com pedido de liberação para vacinação junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) até o início janeiro, afirmaram pesquisadores envolvidos no processo à reportagem de VEJA. Ainda é estudada a possibilidade de um pedido de uso emergencial.

O imunizante teve eficácia média em 70% em dados preliminares dos estudos clínicos de fase 3. O número leva em conta uma série de variáveis. Entre elas, a diferença de quantidades de doses aplicadas em parte dos voluntários do estudo no Reino Unido. Uma fração do grupo de participantes tomou meia dose seguida de uma dose completa, no lugar de duas doses cheias, a “receita” original. Aos que receberam menor quantidade de vacina a eficácia foi de cerca de 90%, os que tomaram as duas doses cheias tiveram eficácia em algo próximo de 62%.

No pedido de autorização à agência brasileira, no entanto, será pedida a posologia de duas doses, por ter resultados mais robustos de segurança e ter a eficácia aferida num numero maior de pessoas. Especialistas ouvidos pela a reportagem afirmaram que não há planos para rodar novos testes com voluntários antes de solicitar pedidos de autorização às agências reguladoras. Novos testes, encarados como uma “fase quatro” que vão englobar a análise da dose fracionada estão, sim, previstos para um futuro próximo. Os cientistas reafirmam que o pedido de autorização sairá no prazo esperado e com os dados que já existem.

Até agora, a AstraZeneca realizou duas entregas de documentação à Anvisa. Elas dizem respeito aos estudos pré-clínicos, fase 1, e dados de segurança das fases 2 e 3.

Neste domingo, 13, o Brasil registrou uma média móvel de 42.430,6  novos casos e 633,6 óbitos pela Covid-19.

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