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USP transfere hospital de Bauru para o governo do Estado

Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais, o Centrinho, passa a ser vinculado à Secretaria Estadual de Saúde. Reitoria cogita fazer o mesmo com Hospital Universitário, que fica no campus da capital

O Conselho Universitário da Universidade de São Paulo (USP) aprovou a transferência do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais, o Centrinho, de Bauru, para a Secretaria Estadual de Saúde. Após pressão de vários órgãos, decisão similar sobre o Hospital Universitário (HU), que fica na Cidade Universitária, Zona Oeste da capital, foi adiada para que uma comissão analise por 30 dias o impacto da medida.

A reunião do conselho, instância máxima da instituição, foi marcada por manifestação de servidores e alunos, que são contrários à proposta da reitoria. Cerca de 800 manifestantes, segundo os organizadores, participaram do ato.

Transferir a gestão dos hospitais da USP foi uma das propostas feitas pelo reitor Marco Antônio Zago para combater a crise financeira. Segundo ele, a vinculação das unidades à secretaria é uma atualização necessária no modelo de gestão.

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“O que faremos é vincular o hospital à secretaria, que é gestora do SUS. Assim como estão vinculados os Hospitais das Clínicas de São Paulo e de Ribeirão Preto e também o Hospital da Unesp de Botucatu”, disse Zago após a reunião. Ele ainda citou que o próprio Ministério da Educação criou a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), que gere as unidades das instituições federais.

A transferência do HU para a Secretaria de Saúde é dada como certa pelo reitor. O prazo será para mostrar principalmente aos alunos que não haverá prejuízos para o ensino. Cerca de 2 400 mil realizam estudos no HU atualmente.

Segundo o médico do HU Gerson Salvador, que é do Sindicato dos Médicos de São Paulo, a transferência tem um grande risco. “A secretaria vive crise de financiamento. O HU vai ter de disputar orçamento com o resto do Estado. Não se consegue garantir qualidade para os alunos, principalmente”, diz.

Com relação ao Centrinho, uma comissão vai acompanhar a transferência para a secretaria. As conversas com a Secretaria de Saúde sobre as mudanças ainda não começaram.

(Com Estadão Conteúdo)