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Uso prolongado de tamoxifeno reduz recidiva de câncer

Droga é mais eficaz quando usada por ao menos cinco anos

Por Da Redação - 22 mar 2011, 17h33

A droga é responsável por reduzir as chances de uma mulher desenvolver câncer de mama ao interferir na atividade do hormônio estrogênio no corpo

Pacientes que enfrentaram o câncer de mama e foram tratados com a droga genérica tamoxifeno durante cinco anos têm menos chances de sofrer uma recidiva da doença do que aqueles medicados por apenas dois anos, concluiu estudo realizado por cientistas do Instituto do Câncer da Universidade Global de Londres. A pesquisa, publicada no Journal of Clinical Oncology, acompanhou 3.500 pacientes durante dez anos. Foi registrada reincidência do câncer em cerca de 40% dos pacientes que usaram o medicamento por cinco anos, ante o reaparecimento de 46% entre os demais.

“Mulheres diagnosticadas com câncer de mama em estágio inicial recebem a prescrição do medicamento por cinco anos, mas sabemos que muitas suspendem a medicação depois de dois ou três anos”, diz o pesquisador Allan Hackshaw. “Infelizmente nossos resultados sugerem que, ao fazer isso, elas aumentam as chances de voltar a ter a doença.”

Utilizado há cerca de 30 anos, o tamoxifeno é amplamente indicado por especialistas como complemento à cirurgia e à quimioterapia. A droga é responsável por reduzir as chances de uma mulher desenvolver câncer de mama ao interferir na atividade do estrogênio no corpo.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, o medicamento tem efeitos colaterais, como o aumento de risco de coágulos no sangue, do desenvolvimento de câncer uterino e de catarata. No entanto, os especialistas defendem que os benefícios da droga superam seus eventuais danos.

O câncer de mama mata por ano cerca de 500.00 pessoas em todo o mundo. Anualmente também são diagnosticados 1,3 milhão de casos da doença.

Coração – Além de diminuir as chances do retorno do câncer, o tamoxifeno, quando tomado durante cinco anos, também reduziu as chances de problemas cardíacos. Esse efeito foi mais forte em mulheres que enfrentaram o tumor entre 50 e 59 anos de idade. Nesse grupo, os riscos de doenças cardíacas caíram 35%.

Saiba mais

Dr. Antonio Wolff

O oncologista Antonio Wolff é especialista em câncer de mama. Está começando um projeto de pesquisa com 8.000 mulheres, que fará testes com dois remédios – trastuzumabe e lapatinibe. Os primeiros resultados deverão começar a aparecer em dois anos.

Formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Wolff é pesquisador da Universidade Johns Hopkins há doze anos. Ali, atende pacientes duas vezes por semana e estuda, faz pesquisas, dá palestras. Seu foco é no que pode ser feito para melhorar a vida do paciente.

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*O conteúdo destes vídeos é um serviço de informação e não pode substituir uma consulta médica. Em caso de problemas de saúde, procure um médico.

(Com Agência Reuters)

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