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Uso de vacinas diferentes na primeira e segunda dose é seguro e eficaz

Cientistas suecos verificaram que a combinação da vacina da AstraZeneca, na primeira fase, com a da Pfizer, na segunda, garante bom índice de proteção

Por Cilene Pereira 18 out 2021, 19h09

Pessoas que receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19 com imunizante da Oxford-AstraZeneca e a segunda com o produto da Pfizer ou outro feito com base em RNA mensageiro, no caso de países que usam a vacina da Moderna, apresentam risco de infecção mais baixo comparadamente aos indivíduos que tomaram as duas doses de AstraZeneca. A conclusão é de um estudo realizado na Universidade Umea, na Suécia, e referenda a tese de que é possível obter boa proteção usando imunizantes distintos. “Receber qualquer vacina aprovada é melhor do que não tomar nenhuma e se proteger com duas doses é fundamental” afirmou Peter Nordstrom, líder da pesquisa e professor de Geriatria da instituição sueca. “E nossa pesquisa mostrou que não só podem ser usadas vacinas diferentes como, no caso da utilização do imunizante da Oxford-AstraZeneca seguida de um feito com tecnologia RNA mensageiro, há um ganho importante na proteção.”

A pesquisa se baseou nos dados de cerca de 700 mil pessoas com menos de 65 anos cujo histórico de saúde está registrado na Agência de Saúde Pública da Suécia. Depois de examinarem as informações desses indivíduos de dois a cinco meses após a segunda dose, os cientistas constataram que a combinação Oxford-AstraZeneca e Pfizer-BioNTech garantiu aos imunizados 67% menos risco de infecção. Para aqueles que receberam duas doses da Oxford-AstraZeneca, o índice foi de 50%. A análise considerou inclusive o desempenho das vacinas contra a variante Delta.

“Os resultados podem ter muitas implicações nas estratégias de vacinação em diferentes países”, afirma Marcel Ballin, co-autor do trabalho. “A Organização Mundial de Saúde havia informado ser necessária a comprovação de segurança e eficácia da combinação de vacinas. Foi o que fizemos neste trabalho.”

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