🔥 Mês do Cliente: Assine o Digital por R$ 5,99/mês e tenha conteúdo exclusivo na palma da sua mão!

Um ano após morte de Preta Gil, brasileiros desconhecem exame para diagnóstico precoce de câncer colorretal

Pesquisa do Hospital A.C. Camargo e da Nexus mostra que dois em cada três brasileiros nunca ouviram falar do exame de Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes (PSO)

Por Camila Mazzotto Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 20 jul 2026, 10h19 | Atualizado em 20 jul 2026, 15h08
Um ano após morte de Preta Gil, brasileiros desconhecem exame para diagnóstico precoce de câncer colorretal Priorizar nos meus resultados Google

Pequenas quantidades de sangue oculto, invisíveis a olho nu, podem ser detectadas por um exame de fezes utilizado no rastreamento do câncer colorretal, capaz de identificar sinais da doença antes mesmo do surgimento dos sintomas. O teste é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas ainda é desconhecido pela maior parte da população brasileira.

É o que mostra uma pesquisa inédita do Hospital A.C. Camargo, de São Paulo, e da Nexus, divulgada nesta segunda-feira, 20. Segundo o levantamento, dois em cada três brasileiros (67%) nunca ouviram falar do exame de Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes (PSO), indicado para homens e mulheres de 50 a 75 anos que não apresentam nenhum sintoma da doença.

Apenas 11% dos entrevistados afirmaram já ter realizado o teste, enquanto 21% disseram conhecer o procedimento, mas nunca o fizeram. O desconhecimento sobre a ferramenta de rastreamento é maior entre os mais jovens: chega a 85% entre brasileiros de 16 a 24 anos. Também está acima da média entre homens (76%), pessoas com menor renda (73%) e aqueles que estudaram até o ensino fundamental (72%).

O câncer colorretal é hoje o segundo tumor de maior incidência no Brasil. Em fevereiro deste ano, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estimou 53.810 novos casos por ano no país no triênio de 2026 a 2028.

Continua após a publicidade

A pesquisa também mostra que, apesar da falta de informação sobre o exame, a maioria da população reconhece os principais sinais de alerta da doença. Oito em cada dez brasileiros consideram grave a presença de sangue nas fezes ou uma alteração persistente no funcionamento do intestino por mais de um mês, dois dos sintomas mais comuns do câncer colorretal.

Desse grupo, 42% classificam esses sinais como “muito graves”. Entre pessoas que já conviveram de perto com a doença, esse percentual sobe para 44%.

Continua após a publicidade

Ainda assim, reconhecer os sintomas nem sempre significa agir rapidamente. O levantamento mostra que 9% dos entrevistados já perceberam sangue nas fezes em algum momento. Desses, 59% procuraram atendimento médico imediatamente, mas 40% demoraram ou deixaram de buscar ajuda.

Quase um em cada cinco (19%) preferiu esperar o sintoma desaparecer sem fazer nada, enquanto 10% aguardaram dias ou semanas antes de procurar um profissional de saúde. Outros 7% recorreram a remédios caseiros ou mudanças na alimentação, 3% buscaram medicamentos por conta própria em farmácias e 1% pesquisou na internet antes de consultar um médico.

Continua após a publicidade

O comportamento varia conforme o perfil da população. A procura imediata por atendimento é mais frequente entre pessoas com maior renda (86%), idosos com mais de 60 anos (72%) e moradores da região Sudeste (72%). As mulheres também tendem a buscar assistência mais rapidamente do que os homens (63% contra 54%). Já entre moradores das regiões Norte e Centro-Oeste, 43% disseram que apenas esperaram o sintoma passar.

O levantamento também indica que o câncer colorretal ainda parece distante da realidade de boa parte da população, apesar de casos que ganharam visibilidade nos últimos anos, como o da cantora Preta Gil, que morreu em julho de 2025 em decorrência da doença. Apenas 21% dos brasileiros afirmam conhecer alguém que teve câncer colorretal, sendo 15% um parente próximo e 6% um amigo ou conhecido. Outros 75% dizem nunca ter convivido com um paciente diagnosticado com esse tipo de câncer.

Continua após a publicidade

Esse contato, no entanto, parece influenciar o conhecimento sobre o rastreamento. Entre pessoas que tiveram a doença ou conhecem alguém com o diagnóstico, o desconhecimento sobre o exame de pesquisa de sangue oculto nas fezes cai de 67% para 56%. Nesse grupo, a proporção de entrevistados que já realizaram o teste quase triplica: passa de 8% entre quem nunca teve contato com pacientes para 21% entre aqueles que já conviveram com a doença.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em amarelo e branco: O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias com banner e produtos. Ao lado, um ícone de árvore verde-claraMão segurando um smartphone com tela exibindo um aplicativo de notícias e produtos. À esquerda, texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. Fundo verde escuro com ícone de árvore à direita
ECONOMIZE ATÉ 76% OFF

Digital Básico

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 5,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 32,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).