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Trabalho em horários irregulares prejudica fertilidade da mulher

Mulheres que trabalham em turnos mistos têm risco 80% maior de problemas de fertilidade e 33% maior de interrupção mentrual

Por Da Redação - 11 jul 2013, 10h42

Trabalhar em horários irregulares, ou seja, em turnos que alternem tarde e noite, pode ser prejudicial à saúde das mulheres. Estudo britânico apresentado nesta quarta-feira no encontro anual da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE, sigla em inglês) relaciona o trabalho em turnos a prejuízos ao ciclo menstrual e à fertilidade feminina. De acordo com a pesquisa, as mulheres que trabalham em turnos mistos têm um risco 80% maior de problemas de fertilidade e 33% maior de ter interrupção menstrual.

O trabalho em turnos já foi associado a uma série de riscos à saúde. Isso acontece porque a troca de horário tem impacto na qualidade do sono e no relógio biológico. Pouco se sabia, no entanto, sobre as consequências que o trabalho em turnos tinha para a fertilidade de uma mulher.

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Levantamento – Pesquisadores da Universidade de Southampton, na Grã-Bretanha, analisaram uma série de trabalhos publicados entre 1969 e janeiro de 2013. Ao todo, 199.345 mulheres participaram do levantamento. Segundo os resultados, mulheres que trabalham em turnos mistos – um dia de madrugada, outro dia durante a noite ou o dia -, em comparação com aquelas que trabalham em horários comuns, têm um risco 33% maior de sofrer com interrupção da menstruação. Elas também apresentam uma chance 80% maior de sofrer com subfertilidade – não são inférteis, mas têm capacidade de fertilização menor do que a média.

Os autores não encontraram, no entanto, um aumento nos riscos menstruais e de subfertilidade em mulheres que trabalhavam somente em turnos noturnos. Descobriu-se, porém, que elas são mais propensas a sofrerem um aborto.

Segundo os pesquisadores, embora o estudo tenha encontrado uma relação entre trabalhos de turnos e impactos na fertilidade da mulher, ele não definiu as causas para que isso ocorra. Os autores acreditam que se esses achados forem os mesmos em outros estudos, as descobertas podem ter importantes implicações para o tratamento de mulheres que estão tentando engravidar.

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