Tintura com cúrcuma, alisante de cabelo e perfume árabe são alvos de proibição da Anvisa
Segundo a agência, cosméticos não têm regularização sanitária ou apresentam irregularidades no processo de autorização; veja lista
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda, a fabricação e o uso de uma série de cosméticos comercializados de forma irregular. As resoluções foram publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira, 24.
Segundo a agência, os produtos não têm regularização sanitária ou apresentam irregularidades no processo de autorização. A medida determina a suspensão da fabricação, distribuição, divulgação e uso dos itens (veja lista abaixo).
Entre os produtos proibidos estão perfumes, máscaras capilares, alisantes, shampoos e outros cosméticos. Veja a lista:
- Perfume Árabe Lattafa Asada 100nk Eau de Parfum Masculino – Fabricante desconhecido;
- Amazon Therapy Supreme Mask (produto alisante capilar) – Fabricante desconhecido;
- Todos os produtos fabricados pela Flora Amazônica Cosmética-ME (Célia Regina Pinto Mar);
- Titanium 2 Escova Semidefinitiva da marca Titanium Liss Hair Cosmetic;
- Cúrcuma Longa Bio Tintura Livealoe – Bio Cerrado Fitoterápico Produtos Naturais Indústria e Comércio Ltda.;
- Pasta Modeladora Loca – Luso Comércio e Indústria de Cosméticos Ltda-ME;
- Shampoo Lovely Reparação Total Merli (016SRT1500) e Shampoo Lovely Manutenção da Cor Merli (14SLMC1500) – fórmula diferente da autorizada pela Anvisa; Zero Dor – Diamond (todos) – sem regularização sanitária; Shampoo Reposição Carbono (SRCO33/26), Essenza Hair Diamond (EH252/25); Óleo Marrocos – Prime (002OMP08) e BB Cream Keratina (001BB-C250) – rotulagem irregular – todos fabricados pela Esplendor Indústria de Cosméticos Ltda. (CNPJ: 32.729.418/0001-20).
Em nota, a Rebaj, distribuidora internacional de perfumes árabes no Mercosul e responsável pela importação dos produtos da Lattafa para o Brasil, afirmou que os produtos apreendidos não são perfumes da Lattafa, mas, sim, itens de empresas que reproduzem de forma indevida e ilegal a identidade visual e o conceito do perfume Asad, da Lattafa. “O produto falsificado identificado na apreensão recebe o nome ASADA, e não Asad, que é um perfume original da Lattafa, importado oficialmente para o Brasil pela Rebaj”, explicou a empresa (veja posicionamento completo ao final da matéria).
A Anvisa também determinou a apreensão de todos os lotes do Profuse Nitrel Suavizante Balm. Segundo o órgão, a fabricante Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A. informou que desconhece a fabricação do produto, vendido na plataforma Shopee. A embalagem e as características do item eram diferentes da versão original.
Como evitar cosméticos irregulares
Antes de levar um cosmético para casa, alguns cuidados simples ajudam a evitar produtos irregulares ou potencialmente perigosos:
- Consulte a regularização do produto no site da Anvisa antes da compra;
- Não compre itens sem fabricante, lote, validade ou informações no rótulo;
- Desconfie de cosméticos vendidos por canais informais ou com promessas fora do comum;
- Redobre a atenção com alisantes: produtos sem registro podem causar queimaduras, danos aos olhos e queda de cabelo;
- Confira se a embalagem e os dados do produto correspondem à versão original da marca.
Posicionamento da empresa Rabaj
“A empresa esclarece que todos os produtos originais da marca Lattafa comercializados oficialmente no Brasil são submetidos aos procedimentos regulatórios exigidos pela legislação brasileira, observando rigorosamente as normas sanitárias aplicáveis, os controles de qualidade e os padrões nacionais e internacionais de segurança.
A publicação e a resolução nela mencionada não identificam a Lattafa como fabricante ou responsável pelo produto objeto da medida. Ao contrário, o item foi expressamente descrito como de “fabricante desconhecido”, sem indicação precisa de origem, lote, importador, distribuidor, responsável pela regularização sanitária ou canal de comercialização.
Além disso, a própria descrição apresentada contém imprecisões quanto à denominação e à volumetria do produto, circunstâncias que, neste momento, não permitem concluir que a medida esteja relacionada a um produto original fabricado pela Lattafa e regularmente introduzido no mercado brasileiro.
Diante dessas inconsistências, a Lattafa, por intermédio de seus advogados e de sua equipe regulatória, já está adotando as providências necessárias perante as autoridades competentes para obter esclarecimentos sobre o exato alcance da resolução, a origem do item fiscalizado e os elementos que motivaram a publicação.
A empresa também apura a possibilidade de que a medida esteja relacionada a produto de origem não identificada, importado ou comercializado fora dos canais oficiais, ou eventualmente a produto que utilize indevidamente elementos distintivos da marca. Essa hipótese, contudo, somente poderá ser confirmada após o acesso às informações mantidas pela autoridade sanitária.
A Lattafa reafirma seu compromisso permanente com a segurança dos consumidores, com a qualidade e a autenticidade de seus produtos e com o integral cumprimento da legislação brasileira. Os consumidores e parceiros comerciais devem adquirir produtos Lattafa exclusivamente de importadores, distribuidores e estabelecimentos autorizados, verificando sua procedência, identificação do responsável no Brasil e demais informações constantes da embalagem.
Novos esclarecimentos serão prestados assim que forem disponibilizadas informações oficiais que permitam identificar, com precisão, o produto alcançado pela medida.”







