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Testes preliminares apontam ação de anticorpo contra ômicron

Medicamento anularia efeitos das mutações da nova variante

Por Simone Blanes 2 dez 2021, 21h01

O laboratório farmacêutico inglês GlaxoSmithLine e a empresa de biotecnologia Vir anunciaram nesta quinta-feira, 2, resultados preliminares de estudo demonstrando que o medicamento sotrovimabe atua sobre mutações importantes da ômicron, a nova variante do coronavírus que causa a Covid-19. Os dados foram registrados na plataforma bioRxiv, que reúne pesquisas ainda não revisadas por outros cientistas.

O remédio é um anticorpo monoclonal (age sobre alvos específicos) que, em testes realizados in vitro e com cobaias, mostrou ação contra as variantes de preocupação já que haviam sido elencadas pela Organização Mundial da Saúde (Alfa, Beta, Gama e Delta).

As empresas informaram que estão ampliando os testes, ainda em etapa in vitro, para confirmar, ou não, a atuação do sotrovimabe contra a combinação de todas as alterações genéticas da nova variante. O objetivo é divulgar novas informações até o final do mês.

De acordo com George Scangos, CEO da Vir, o medicamento foi desenhado para agir contra mutações virais. “Por ter como alvo uma região da spike, a proteína que o vírus usa para invadir as células, menos vulnerável às mutações, esperamos que o sotrovimabe atue tanto contra as variantes do SARS-CoV-2 identificadas até agora quanto as que inevitavelmente aparecerão no futuro”, afirmou, em comunicado.

O medicamento recebeu autorização para uso emergencial no Reino Unido como opção de tratamento para adultos e adolescentes com sintomas moderados de COVID-19 e que não apresentam risco de evoluir para o estado grave.

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