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Ter boa saúde cardíaca aumenta em até 14 anos a expectativa de vida

A ausência de fatores de risco, como pressão e colesterol altos, não evitam que o problema apareça, mas contribuem para uma maior longevidade

É quase impossível evitar que, em algum momento da vida, sejamos vítimas de um problema cardiovascular. Mas ter cuidado com o coração compensa, afirma um estudo da Universidade Northwestern, dos Estados Unidos, publicado nesta segunda-feira no periódico JAMA, da Associação Médica Americana. Ter um coração saudável acrescenta até 14 anos na expectativa de vida de uma pessoa comparada com outra que apresenta ao menos dois fatores de risco para doenças cardiovasculares, como hipertensão ou colesterol alto.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Lifetime Risk and Years Lived Free of Total Cardiovascular Disease

Onde foi divulgada: revista JAMA

Quem fez: John Wilkins, Hongyan Ning, Jarett Berry, Lihui Zhao, Alan Dyer e Donald Lloyd-Jones

Instituição: Universidade Northwestern, Estados Unidos

Dados de amostragem: 905.115 pessoas de 45 a 95 anos

Resultado: Pessoas que não têm nenhum fator de risco para doenças cardiovasculares, em comparação com indivíduos que apresentam ao menos dois, vivem, em média, 14 anos a mais

Essa pesquisa se baseou nos dados de mais de 900.000 pessoas que, de 1964 a 2008, estiveram inscritas em um entre cinco levantamentos diferentes feitos nos Estados Unidos sobre saúde cardíaca. No início desses estudos, nenhum participante apresentava doenças cardiovasculares. Esses indivíduos foram divididos em grupos de acordo com a faixa-etária: 45 anos, 55 anos e entre 65 e 95 anos.

A equipe, então, coletou dados sobre fatores de risco para doenças cardiovasculares, como pressão alta, níveis elevados de colesterol na corrente sanguínea, tabagismo e diabetes, e analisaram a incidência de condições como doença coronariana, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca e mortes por doenças cardiovasculares.

As conclusões mostraram que a presença de fatores de risco na meia idade está fortemente associada à presença de doenças cardiovasculares na terceira idade. No entanto, a equipe concluiu que o risco de desenvolver doenças cardíacas ao longo da vida é alto mesmo entre adultos livres de fatores de risco. O benefício de não apresentar nenhum desses fatores, portanto, está no aumento da expectativa de vida. “Nós precisamos fazer tudo o que está ao nosso alcance para garantir que as pessoas não apresentem fatores de risco para doenças cardiovasculares e que, assim, vivam por mais tempo e mais saudáveis”, diz John Wilkins, coordenador do estudo.

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