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Stress prejudica qualidade dos espermatozoides, diz estudo

Pesquisa descobriu que espermatozoides de homens mais estressados têm capacidade de fecundação prejudicada

O stress pode aumentar o risco de infertilidade entre os homens porque prejudica a qualidade do sêmen e provoca diversos danos ao espermatozoide. Essa é a conclusão de um estudo publicado na quarta-feira no periódico Fertility and Sterility. Os pesquisadores dizem que a causa dessa relação ainda não está clara, mas acreditam que o cortisol, hormônio secretado em situações estressantes, possa afetar os níveis de testosterona e a produção de esperma.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Effects of work and life stress on semen quality​

Onde foi divulgada: periódico Fertility and Sterility

Quem fez: Teresa Janevic, Linda G. Kahn, Paul Landsbergis, Piera M. Cirillo, Barbara A. Cohn, Xinhua Liu e Pam Factor-Litvak

Instituição: Universidade Columbia e da Faculdade de Saúde Pública Rutgers, nos Estados Unidos​

Resultado: Homens com maiores níveis de stress apresentam maiores chances de ter esperma com menos espermatozoides e espermatozoides deformados e com mobilidade prejudicada.

O trabalho foi feito por especialistas da Universidade Columbia e da Faculdade de Saúde Pública Rutgers, ambas nos Estados Unidos. De acordo com os resultados, altos níveis de stress podem diminuir a concentração de espermatozoides no sêmen, além de causar deformações e prejudicar a mobilidade dos espermatozoides, reduzindo sua capacidade de fecundação.

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Participaram da pesquisa 193 homens de 38 a 49 anos que foram acompanhados entre 2005 e 2008. Durante esse tempo, eles responderam a questionários sobre o stress que sofriam dentro e fora do ambiente de trabalho e também forneceram amostras de sêmen. Os pesquisadores encontraram uma relação entre maiores níveis de stress e pior qualidade do sêmen e dos espermatozoides dos participantes.

“O stress há tempos é reconhecido como um fator que influencia a saúde. A nossa pesquisa sugere que a saúde reprodutiva do homem pode ser afetada pelo ambiente social”, diz Teresa Janevic, professora da Universidade Rutger e coordenadora do estudo.