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Sputnik V: farmacêutica diz que pode produzir 8 milhões de doses por mês

Imunizante ainda precisa de autorização da Anvisa para que os testes sejam iniciados no país

Por Mariana Rosário 12 jan 2021, 19h56

A farmacêutica União Química diz que poderá produzir até 8 milhões de doses da vacina Sputnik V, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, da Rússia. A quantidade configura a capacidade total da chamada Bthek, a unidade de biotecnologia da empresa, em Brasília. Entre as duas partes há o contrato de transferência de tecnologia — ou seja, o compartilhamento do segredo de fabricação.

Ainda não está claro, contudo, se as doses iniciais serão exportadas ou na campanha brasileira de imunização. A União Química chegou a protocolar um pedido de estudo de fase 3 junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas o estudo não foi autorizado por falta de informações necessárias. A farmacêutica diz que retornará com o pedido.

Em nota, a Anvisa esclareceu que “não é necessário registro no Brasil para fins exclusivamente de exportação da vacina. Para esse caso, a empresa deve ter o Certificado de Boas Práticas de Fabricação para produzir vacina”, diz. Também podem ser produzidas doses para serem usadas em testes, mas qualquer aplicação — ainda que em ensaios clínicos — deve ter o aval da agência.

Nesta terça-feira, 12, o Brasil apresentou uma média móvel de 55.033,9 novos casos e 994 óbitos pela Covid-19.

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