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Sputnik V é eficaz contra variante identificada no Brasil, diz estudo

Pesquisa realizada na Argentina concluiu que 85,5% das pessoas que receberam a vacina russa apresentaram anticorpos contra a cepa 14 dias após 1ª dose

Por Giulia Vidale Atualizado em 24 Maio 2021, 18h58 - Publicado em 24 Maio 2021, 15h50

Um estudo feito na Argentina mostrou que a vacina russa Sputnik V apresenta alta eficácia contra a variante do coronavírus identificada pela primeira vez em Manaus, a chamada P2. Segundo informações divulgadas nesta segunda-feira, 24, pelo Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF, na sigla em inglês), 85,5% dos indivíduos que receberam o imunizante desenvolveram anticorpos de longo prazo para a nova cepa no 14º dia após a aplicação da primeira dose. Essa taxa subiu para 99,65% no 42º dia após a aplicação da segunda injeção.

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O estudo foi realizado pelo Instituto de Virologia da Universidade Nacional de Córdoba, na Argentina, em parceria com as autoridades de Córdoba. “Em particular, o estudo confirmou que a imunidade ao coronavírus desenvolvida em pessoas vacinadas com a ‘Sputnik V’ permite que a cepa brasileira seja neutralizada tanto no caso de receber duas injeções quanto após a primeira.”, diz o RDIF, em comunicado.

A Argentina foi o primeiro país da América Latina autorizar o uso da vacina russa na campanha de vacinação em massa contra a Covid-19. A Anvisa ainda não autorizou o uso nem a importação do imunizante devido à falta de documentos. No domingo, 23,  a agência informou que avalia um novo pedido de importação da Sputnik V realizado pelo Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central, além do segundo pedido feito pelos estados da Bahia, Maranhão, Ceará, Sergipe e Pernambuco, após receber na sexta-feira, 21, um novo documento referente à vacina.

Na semana passada também veio a público que a União Química, empresa responsável pela produção e comercialização do imunizante no Brasil, desistiu da realização de estudos clínicos fase 3 da vacina no Brasil. “A desistência se refere apenas ao processo de condução de estudo clínico no Brasil e não está relacionada ao pedido de uso emergencial, que é um processo distinto”, disse a Anvisa em comunicado sobre o assunto.

 

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