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Sonhar ajuda a reduzir memórias dolorosas, diz pesquisa

Durante a fase REM do sono, o cérebro consegue processar melhor as lembranças e memórias do dia

A fase do sono onde acontecem os sonhos, conhecida como REM (movimento rápido dos olhos, sigla em inglês), é importante para que o cérebro consiga controlar as memórias dolorosas. Segundo pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley, é nesse momento do sono que uma mudança química no cérebro o ajuda a amenizar nossa sensação em relação às memórias dolorosas.

Saiba mais:

FASES DO SONO

Estágio 1: A fase da sonolência, na qual aparecem as primeiras sensações de sono. Tem duração de um a dois minutos e a pessoa pode ser facilmente despertada.

Estágio 2: A atividade cardíaca é reduzida, os músculos relaxam e a temperatura corpórea cai. Dura, em média, de cinco a 15 minutos. A pessoa está dormindo, mas já é mais difícil acordá-la.

Estágio 3: Distingue-se do estágio 4 apenas quanto ao nível da profundidade do sono, que é menor. Os estímulos para acordar são maiores.

Estágio 4: Fase do sono mais profunda, dura cerca de 40 minutos.

Fase REM: Momento onde há uma intensa atividade cerebral – não causa um descanso profundo. Nessa fase os olhos fazem movimentos rápidos e os sonhos costumam acontecer com mais intensidade. A fase representa de 20% a 25% das horas de sono e surge em intervalos de 60 a 90 minutos. É essencial para a saúde psicológica.

O estudo foi publicado no periódico Current Biology. “O estágio do sonho no sono, que possui um composição neuroquímica específica, fornece uma terapia noturna”, diz Matthew Walker, autor sênior do estudo.

“Sabemos que durante o sono REM há uma redução acentuada nos níveis de norepinefrina, uma substância química do cérebro associada ao stress”, diz Walker. “Ao reprocessar experiências emocionais anteriores nesse ambiente químico cerebral com baixa norepinefrina durante o sono REM, essas experiências são atenuadas em sua força emocional. Nos sentimos melhor, sentimos que podemos lidar com essas emoções.”

A descoberta oferece também uma explicação do por que pessoas com transtorno de stress pós-traumático (TEPT), como os veteranos de guerra, têm dificuldades em se recuperar das experiências. Segundo o estudo, esses pacientes não se beneficiam da terapia, mantendo um alto nível de stress durante o flashback, gerando um pesadelos recorrentes.

Pesquisa – Os 35 adultos jovens que participaram do estudo foram divididos em dois grupos. Todos viram 150 imagens emocionais duas vezes, com um intervalo de 12 horas entre elas, e passaram por exames de ressonância magnética. Um grupo viu as imagens pela manhã e novamente no fim da tarde, ficando acordado no intervalo. O outro grupo viu as imagens no fim da tarde e novamente na manhã seguinte, depois de uma noite completa de sono.

Aqueles que dormiram entre a observação das imagens relataram uma redução significativa nas reações emocionais às imagens. Além disso, os exames de ressonância magnética mostraram uma redução dramática na reatividade da amígdala – região do cérebro que processa emoções, permitindo que o córtex pré-frontal (região “racional” do cérebro) recupere o controle das reações emocionais dos participantes.

Medicamento -De acordo com Walker, ele já havia sido avisado dos possíveis efeitos do sono REM em pacientes com TEPT, quando um médico de um hospital de ex-combatentes nos Estados Unidos o avisou de que uma droga usada para o controle da pressão sanguínea estava, inadvertidamente, prevenindo a recorrência de pesadelos do militares.

A melhora aconteceu porque a droga tem um efeito colateral que suprime a norepinefrina no cérebro, criando, assim, um cérebro mais livre de stress durante o REM, o que reduz os pesadelos e promove uma melhor qualidade de sono. “Isso sugere uma relação entre o TEPT e o sono REM”, diz Walker.

Clique nas perguntas abaixo para saber mais sobre distúrbios do sono:

Vídeo Dalva Poyares

É doutora em neurociências pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), especialista pela Sociedade Americana de Medicina do Sono (American Association of Sleep Medicine) e possui pós-doutorado na Universidade de Stanford (EUA). Vídeo Dalva Poyares

É doutora em neurociências pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), especialista pela Sociedade Americana de Medicina do Sono (American Association of Sleep Medicine) e possui pós-doutorado na Universidade de Stanford (EUA). Vídeo Dalva Poyares

É doutora em neurociências pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), especialista pela Sociedade Americana de Medicina do Sono (American Association of Sleep Medicine) e possui pós-doutorado na Universidade de Stanford (EUA). Vídeo Dalva Poyares

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É doutora em neurociências pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), especialista pela Sociedade Americana de Medicina do Sono (American Association of Sleep Medicine) e possui pós-doutorado na Universidade de Stanford (EUA).

O que é distúrbio do sono?

É verdade que não se deve acordar sonâmbulos?

É comum falar enquanto dormimos? Quais as causas disso?

Dormir depois do almoço faz bem à saúde?

A alimentação tem alguma influência na qualidade do sono?

Como é feito o diagnóstico dos transtornos do sono?

A quantidade mínima de sono por noite varia por pessoa? Por quê?

Todo sono é reparador?

Que cuidados devem ser tomados com medicamentos que causam sonolência?

  • O que é distúrbio do sono?
  • É verdade que não se deve acordar sonâmbulos?
  • É comum falar enquanto dormimos? Quais as causas disso?
  • Dormir depois do almoço faz bem à saúde?
  • A alimentação tem alguma influência na qualidade do sono?
  • Como é feito o diagnóstico dos transtornos do sono?
  • A quantidade mínima de sono por noite varia por pessoa? Por quê?
  • Todo sono é reparador?
  • Que cuidados devem ser tomados com medicamentos que causam sonolência?

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É doutora em neurociências pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), especialista pela Sociedade Americana de Medicina do Sono (American Association of Sleep Medicine) e possui pós-doutorado na Universidade de Stanford (EUA). Vídeo Dalva Poyares

É doutora em neurociências pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), especialista pela Sociedade Americana de Medicina do Sono (American Association of Sleep Medicine) e possui pós-doutorado na Universidade de Stanford (EUA). Vídeo Dalva Poyares

É doutora em neurociências pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), especialista pela Sociedade Americana de Medicina do Sono (American Association of Sleep Medicine) e possui pós-doutorado na Universidade de Stanford (EUA). Vídeo Dalva Poyares

É doutora em neurociências pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), especialista pela Sociedade Americana de Medicina do Sono (American Association of Sleep Medicine) e possui pós-doutorado na Universidade de Stanford (EUA). Vídeo Dalva Poyares

É doutora em neurociências pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), especialista pela Sociedade Americana de Medicina do Sono (American Association of Sleep Medicine) e possui pós-doutorado na Universidade de Stanford (EUA).

Qual melhor ambiente para dormir?

Existe algum tipo de alimento capaz de ajudar a dormir?

É possível combater a insônia sem a utilização de medicamentos?

Quem tem insônia deve evitar atividades estimulantes antes de dormir?

Além de cafeína, quais outras substâncias podem atrapalhar o sono?

  • Qual melhor ambiente para dormir?
  • Existe algum tipo de alimento capaz de ajudar a dormir?
  • É possível combater a insônia sem a utilização de medicamentos?
  • Quem tem insônia deve evitar atividades estimulantes antes de dormir?
  • Além de cafeína, quais outras substâncias podem atrapalhar o sono?

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É doutora em neurociências pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), especialista pela Sociedade Americana de Medicina do Sono (American Association of Sleep Medicine) e possui pós-doutorado na Universidade de Stanford (EUA). Vídeo Dalva Poyares

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É doutora em neurociências pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), especialista pela Sociedade Americana de Medicina do Sono (American Association of Sleep Medicine) e possui pós-doutorado na Universidade de Stanford (EUA).

Quais problemas na região do nariz estão relacionadas ao ronco?

O que causa o ronco?

Existe tratamento definitivo para o ronco?

A apneia pode levar a uma parada respiratória?

Quais os tratamentos para a apneia obstrutiva do sono?

  • Quais problemas na região do nariz estão relacionadas ao ronco?
  • O que causa o ronco?
  • Existe tratamento definitivo para o ronco?
  • A apneia pode levar a uma parada respiratória?
  • Quais os tratamentos para a apneia obstrutiva do sono?
  • Dúvidas gerais
  • Insônia
  • Ronco e apneia

*O conteúdo destes vídeos é um serviço de informação e não pode substituir uma consulta médica. Em caso de problemas de saúde, procure um médico.