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Sobreviventes do soterramento no Chile terão problemas para administrar sono após o resgate

Disciplina e ajuda dos familiares será fundamental para que os sobreviventes voltem a ter uma noite de sono saudável

Por Da Redação - 12 out 2010, 19h22

Além de dormir cedo, os sobreviventes terão que controlar a quantidade de alimento e bebida ingeridos antes de dormir, diminuindo as chances de terem insônia.

Com a volta dos mineiros à superfície, o maior desafio apontado pelos especialistas será normalizar o ciclo do sono, depois de terem passado tanto tempo longe da luz natural. Um estudo publicado pela NASA em 2005 investigou os efeitos causados pela falta da luz natural em astronautas e em cientistas confinados na Antártida. Ficou estabelecido que o corpo humano é muito sensível às mudanças de luminosidade durante o dia e à noite, causando distúrbio do sono, depressão, dificuldade de concentração e irritabilidade.

Para que a recuperação dos mineiros seja rápida, os médicos orientam que as primeiras semanas fora da mina sejam de absoluta disciplina. Além de dormir cedo, o que ajudará a regular o ciclo do sono de maneira apropriada, os sobreviventes terão que controlar a quantidade de alimento e bebida ingeridos antes de dormir, diminuindo as chances de terem insônia.

Exercícios físicos leves ao acordar também ajudarão os mineiros a reduzir a sensação de sono e a vontade de voltar a dormir. Se a insônia persistir, os médicos podem indicar a hipnose em um período entre duas e quatro semanas. A recomendação é de que eles durmam cedo, em um quarto escuro, ventilado e livre de distrações, como televisão e computadores.

Os especialistas também alertam sobre a ocorrência de pesadelos durante a primeira semana fora da mina, um sintoma de estresse pós-traumático. O risco desse tipo de sensação também está associado aos familiares dos mineiros, que podem lembrar do acidente e dos riscos de perder a pessoa amada.

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