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Senado aprova vacina contra HPV para meninas

Projeto de lei prevê a imunização de garotas entre 9 e 13 anos de idade contra o papilomavírus humano, que pode causar o câncer do colo de útero

Por Da Redação
13 set 2012, 18h43

A Comissão de Assuntos Sociais do Senado aprovou nesta quarta-feira o projeto de lei que institui a adoção da vacina contra o papilomavírus humano (HPV) para meninas entre nove e 13 anos de idade. Caso nenhum recurso seja apresentado, o projeto deverá seguir para a Câmara dos Deputados em cinco dias.

De autoria da senadora Vanessa Grazziotin (PC do B-AM), o projeto prevê um gasto de 600 milhões de reais no ano em que for implantado, e 150 milhões a partir do ano seguinte. Nos Estados Unidos, desde que a primeira vacina contra o HPV foi aprovada, em 2006, as sociedades médicas têm recomendado sua adoção, inclusive para garotos e mulheres mais velhas, como forma de evitar doenças associadas ao vírus.

O HPV é a doença sexualmente transmissível mais comum, com mais de 40 subtipos, alguns dos quais podem causar câncer de colo de útero e verrugas genitais. Normalmente, porém, o HPV não causa sintomas, mas pelo menos 50% dos homens e mulheres sexualmente ativos contrairão HPV em algum momento de suas vidas. Geralmente o organismo humano consegue eliminar a infecção sozinho em dois anos, porém certos subtipos do vírus, conhecidos como cepas oncogênicas, podem evoluir para o câncer. Segundo o Instituto Nacional de Câncer, haverá este ano 17.540 novos casos da doença, que, em 2010, matou 4.986 mulheres.

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Redução a longo prazo – Para a professora Luisa Villa, coordenadora do Instituto de HPV da Santa Casa de São Paulo, a faixa etária escolhida é ideal, por cobrir o período antes do início da atividade sexual. “Alguns países vacinam até os 26 anos, outros só vacinam meninas de 10 ou 11 anos. Mas o importante é que a imunização seja realizada antes da exposição ao vírus.”

Luisa estima uma grande redução das doenças causadas pelo vírus. “Na Austrália, uma vacina que protege contra 4 tipos de HPV atingiu cobertura de 80%. O resultado foi uma redução de 90% nas verrugas genitais. Eu não me surpreenderia se no Brasil houvesse uma redução de 30 a 50% nos tumores em 10 anos.”

Clique nos vídeos abaixo para saber mais sobre a doença:

*O conteúdo destes vídeos é um serviço de informação e não pode substituir uma consulta médica. Em caso de problemas de saúde, procure um médico.

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