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São Paulo vai criar parâmetros para flexibilizar uso de máscaras no estado

A ideia é auxiliar municípios sobre o momento de flexibilizar o uso do acessório. Ministério da Saúde também avalia determinar indicadores

Por Simone Blanes 20 out 2021, 17h55

Nesta quarta-feira, 20, o comitê científico do governo do estado de São Paulo anunciou que avalia determinar indicadores para auxiliar as autoridades em decisões referentes ao uso de máscara durante a pandemia da Covid-19. Segundo João Gabbardo, coordenador-executivo da comissão, o comitê deve pedir que a administração estadual leve em consideração referências como o número de novos casos e de internações, o nível de transmissão do coronavírus e os índices de vacinação da população para decidir se a máscara deverá continuar sendo obrigatória no estado.

“Nós vamos continuar mantendo essa segurança, o avanço gradativo, para que não tenhamos que repetir aquilo que alguns países fizeram, flexibilizaram precocemente e tiveram que retroceder”, disse Gabbardo. Ele acrescentou que os indicadores não serão para colocar uma data sobre o fim do uso da máscara, mas sim apontar o melhor momento, e que mesmo com índices positivos, não acredita que seja a hora de flexibilizar. Após o fim da crise sanitária, o comitê científico pretende manter o uso obrigatório de máscara em algumas situações como em hospitais.

O Ministério da Saúde também pretende estabelecer indicadores para o mesmo tema, utilizando-se de parâmetros parecidos, além das solicitações por leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para orientar as cidades sobre a flexibilização. De acordo com a pasta, existe um estudo em última fase sobre a isenção da máscara como proteção do novo coronavírus. Embora a ideia para esse estudo seja deixar a decisão para os municípios, o presidente Jair Bolsonaro pressiona pelo relaxamento das medidas protetivas contra a Covid-19.

A cidade do Rio de Janeiro também estuda essa possibilidade de flexibilização do uso de máscaras em espaços abertos em novembro. As restrições permaneceriam apenas em hospitais e transporte público. De acordo com o prefeito Eduardo Paes, era preciso um mínimo de 65% da população do município estar completamente vacinado.

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