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São Paulo registra três casos de transmissão local de varíola dos macacos

Ministério da Saúde informou que pacientes são homens entre 24 e 37 anos sem histórico de viagens para países com circulação da doença

Por Paula Felix 23 jun 2022, 20h12

O Ministério da Saúde informou nesta quinta-feira que foram confirmados três casos de transmissão local (autóctone) de varíola dos macacos (monkeypox, em inglês) na cidade de São Paulo. Os pacientes são homens entre 24 e 37 anos sem histórico de viagem para países com registro da zoonose viral capaz de infectar humanos.

A pasta informou que os pacientes estão isolados e o quadro clínico deles é estável e sem complicações. “Os casos ainda estão em investigação para a busca de vínculos de transmissão”, disse, em nota. Com os novos episódios, o número de pessoas diagnosticadas com o vírus no país subiu para 14. Os outros 11 casos são importados.

Também nesta quinta-feira, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro disse que dois novos casos foram registrados na capital fluminense. São dois homens, de 25 e 30 anos, sem histórico de viagem internacional nem contato com viajantes. Eles estão em isolamento domiciliar e em “boa evolução clínica”. O Rio de Janeiro contabiliza três casos da doença, segundo a secretaria.

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, informou que mais de 3,2 mil casos da doença foram confirmados em 48 países. A entidade avalia elevar o status da infecção a Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (PHEIC, na sigla em inglês), nível mais alto de alerta da OMS para uma doença em circulação.

Descoberta em 1958, a varíola dos macacos recebeu este nome por ter sido observada pela primeira vez em primatas utilizados em pesquisa. Ela circula principalmente entre roedores e humanos podem se infectar com o consumo da carne, contato com animais mortos ou ferimentos causados por eles.

Entre os sintomas, estão: febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, linfonodos inchados, calafrios e exaustão. A erupção cutânea começa geralmente no rosto e, depois, se espalha para outras partes do corpo, principalmente as mãos e os pés. A doença é endêmica em países da África central e ocidental, como República Democrática do Congo e Nigéria.

Análises preliminares sobre os primeiros casos do atual surto na Europa e na América do Norte demonstraram que o vírus foi detectado por serviços de cuidados primários ou de saúde sexual e os principais pacientes eram homens que fazem sexo com homens. No entanto, a OMS já alertou que esta não é uma doença que afeta grupos específicos e que qualquer pessoa pode contraí-la se tiver contato próximo com alguém infectado.

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