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São Paulo registra mais de 58 mil casos de dengue e 42 mortes em 2026

Número é menor do que mesmo período de 2025, mas El Niño favorece mosquitos; 80% dos focos estão em residências

Por Paula Felix Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 7 set 2026, 15h00 | Atualizado em 8 set 2026, 11h10
São Paulo registra mais de 58 mil casos de dengue e 42 mortes em 2026 Priorize VEJA no Google

O balanço atualizado da dengue no estado de São Paulo aponta que foram registrados 58.683 casos confirmados da doença desde o início deste ano, dos quais 1.180 foram com sinais de alarme e 101 de dengue grave. Até o momento, 42 pessoas morreram e 30 óbitos estão em investigação.

O número de episódios em 2026 caiu 93,1% em relação ao mesmo período do ano passado, mas a previsão de um El Niño com forte intensidade tem contribuído para incluir a doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti no centro de planos estratégicos para lidar com o fenômeno.

Até a semana 35 de 2025, o mesmo período em relação aos dados deste ano, o estado registrava 855.132 casos confirmados da infecção, dos quais 17.533 eram com sinais de alarme e 1.424 eram de dengue grave. O número de mortes chegava a 1.112.

No balanço deste ano, ainda há 7.256 casos em investigação e 30 mortes são investigadas. Outras 297.833 notificações foram descartadas.

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A Grande São Paulo soma a maior parte dos casos, totalizando 12.919, mas eles se concentram na capital paulista, onde foram registrados 9.859 episódios. Taubaté teve o maior registro de mortes: 14.

Planos para o El Niño

Apesar da redução de casos em relação ao ano passado, a dengue é um ponto de atenção diante do El Niño. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o fenômeno tem 90% de possibilidade de se configurar como “muito forte” no período de setembro a dezembro.

O boletim divulgado no início deste mês pelo instituto aponta para “volumes de chuva acima da média histórica” em parte de São Paulo – assim como no Rio Grande do Sul e parte do Mato Grosso do Sul – e temperaturas acima da média em quase todo o país.

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Esse cenário favorece a proliferação do mosquito da dengue, que é beneficiado com mais locais com água parada por causa das chuvas e que tem o calor como um fator que permite um desenvolvimento mais acelerado do vetor.

O governo federal, estados e municípios já estão com planos para mitigar os efeitos do fenômeno e eles incluem ações contra as arboviroses.

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No plano de São Paulo, o destaque é para a principal e mais conhecida ação para combater o mosquito da dengue e evitar infecções:

  • Depois da chuva, verifique quintais, calhas, vasos, pneus, baldes, garrafas e caixas-d’água para eliminar qualquer recipiente que possa acumular água

“As chuvas, combinadas ao aumento das temperaturas, também favorecem a reprodução do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya”, destaca, em nota.

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A doença foi tema de um comunicado enviado à imprensa pela Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, que, em virtude da doença, incluiu ações como visitas a residências e monitoramento de possíveis criadouros do mosquito com auxílio de drones de forma permanente.

Isso porque cerca de 80% dos focos de dengue estão localizados em residências. “Entre as estratégias estão a visita casa a casa, eliminação de criadouros junto com o morador/responsável, uso de larvicida biológico em criadouros não removíveis, avaliação da densidade larvária, visitas em pontos estratégicos e em imóveis especiais e ações educativas junto à população”, informa a pasta.

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