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São Paulo deve vacinar crianças sem comorbidades na 2ª semana de fevereiro

Primeira criança vacinada contra a Covid no país foi um indígena com deficiência que faz tratamento em São Paulo

Por Paula Felix Atualizado em 14 jan 2022, 19h27 - Publicado em 14 jan 2022, 18h01

As crianças de 5 a 11 anos sem comorbidades devem ser vacinadas contra a Covid-19 a partir da segunda semana de fevereiro em São Paulo. Segundo calendário da Secretaria de Estado da Saúde, que depende do envio das doses pelo Ministério da Saúde, a imunização das crianças, indígenas, quilombolas, com comorbidades e deficiência deve ocorrer até o dia 10 de fevereiro e, após esta data, deve ser realizada a imunização das demais crianças começando dos 11 anos até chegar à faixa dos 5.

O estado recebeu 234 mil doses na primeira remessa de imunizantes da Pfizer para a faixa de 5 a 11 anos, mas, segundo o governador João Doria (PSDB), o número é insuficiente para as 850 mil crianças com deficiências, comorbidades, indígenas e quilombolas aptas a receber a vacina no estado.

“Com este quantitativo que o Ministério de Saúde sinaliza encaminhar, a nossa projeção é que a vacinação dessas 850 mil crianças se dê no período de 14 de dezembro até 10 de fevereiro. A partir de então e a depender das quantidades que o ministério encaminhar, será possível a abertura por faixa etária a partir da segunda semana de fevereiro”, detalhou Eduardo Ribeiro, secretário-executivo de Saúde.

A primeira criança a ser vacinada foi o menino indígena Davi Seremramiwe Xavante, de 8 anos, que é da etnia xavante e tem uma deficiência motora rara. Ele faz tratamento no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, na capital paulista, onde recebeu a primeira dose.

Em São Paulo, serão imunizadas 4,3 milhões de crianças de 5 a 11 anos e o pré-cadastro na plataforma Vacina Já foi aberto nesta quarta-feira, 12. A vacinação de crianças terá prioridade para comorbidades, como doenças cardiovasculares e renais, deficiências, indígenas e quilombolas. No caso das comorbidades, os pais podem apresentar exames, receitas, relatórios médicos e prescrição médica dos filhos.

Nesta quinta-feira, 13, o Brasil recebeu 1,2 milhão de doses da vacina pediátrica da Pfizer. Esta foi a primeira remessa e a previsão é de que o país receba mais 4,3 milhões de doses até o fim deste mês. A farmacêutica informou que deve entregar 20 milhões de doses até março e o Ministério da Saúde negocia um adicional de 10 milhões de doses para ser ofertado ainda no primeiro trimestre.

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O público-alvo desta etapa da campanha tem cerca de 20 milhões de crianças, de acordo com o Ministério da Saúde, e outras 20 milhões de doses do imunizante serão entregues no segundo trimestre.

A versão infantil do imunizante foi liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no dia 16 de dezembro do ano passado. As crianças de 5 a 11 anos recebem um terço da dose (dez microgramas) aplicada em jovens com mais de 12 anos. Um estudo com quase 2 mil crianças, mostrou que o imunizante é 90,7% eficaz para evitar casos sintomáticos da doença.

Após o órgão liberar, o presidente Jair Bolsonaro (PL) se opôs à imunização do público e o ministro da Saúde Marcelo Queiroga chegou a afirmar que seria necessário apresentar prescrição médica para que a vacinação fosse realizada. Depois, foi lançada uma consulta pública, que durou 11 dias e contou com a participação de quase 100 mil pessoas para debater o tema. Por fim, foi feita uma audiência pública e só então a campanha foi anunciada, no último dia 5.

Abaixo, os números da vacinação no Brasil:

 

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