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Santa Casa deve demitir 1.300 funcionários

Medida faz parte de plano de reestruturação para reduzir custos operacionais da entidade

Por Da Redação 25 dez 2014, 11h08

A Santa Casa de São Paulo deverá demitir cerca de 1.300 funcionários como parte de um plano de reestruturação. A medida foi elaborada pela nova superintendência para enfrentar a crise financeira vivida pela instituição. As demissões, que representam quase um quinto do número total de trabalhadores, vão afetar principalmente a área administrativa. A reestruturação na política de recursos humanos será uma das medidas que o novo superintendente da instituição, Irineu Massaia, no cargo há três meses, adotará para reduzir os custos operacionais da entidade, que acumula déficit de mais de 400 milhões de reais.

“Temos 65% dos nossos custos com folha de pagamento. Se aumenta o número de funcionários, mas não aumenta a produção, a gente tem de rever isso. Do pessoal assistencial (profissionais de saúde), é capaz que tenhamos de contratar mais gente. Agora, o administrativo pode ser reduzido e muito, o equivalente a 20% da folha de pagamento, que se traduz em 4 milhões de reais de economia por mês”, disse Massaia. No total, o corte deverá afetar 18% dos 7.194 trabalhadores da Santa Casa.

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Excesso – Auditoria externa contratada pela Secretaria Estadual da Saúde e apresentada há duas semanas mostrou que a Santa Casa tem taxa de 21 funcionários por leito, quando a média em outros hospitais é de cinco trabalhadores por leito. Pelo plano de reestruturação, a Santa Casa, que hoje gasta 30 milhões de reais mensais com os atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS), deverá reduzir suas despesas para 22 milhões de reais. Além dos 4 milhões de reais que deverão ser cortados da folha de pagamento com as demissões, o superintendente pretende reduzir custos em contratos. “Só com a Logimed, que fornece materiais e medicamentos, dá para economizar 3 milhões de reais”, disse.

As demissões são vistas com preocupação pelo SinSaúdeSP, que representa técnicos de enfermagem e funcionários administrativos. “Eles não podem fazer isso sem conversar com o sindicato e apresentar provas de que há funcionários sobrando, senão vai caracterizar demissão em massa e entraremos na Justiça”, diz Maria de Fátima Neves de Souza, diretora do departamento jurídico do sindicato. O assunto deve ser abordado em reunião da categoria com a Santa Casa, no dia 7 de janeiro.

Repasse – Ontem, a Secretaria Estadual da Saúde anunciou novo repasse emergencial de 3 milhões de reais para ajudar a instituição a arcar com despesas básicas, como materiais e medicamentos, por um mês. O dinheiro vai socorrer o hospital até que a Caixa libere 44 milhões de reais de um empréstimo cuja negociação deve ser concluída em janeiro.

(Com Estadão Conteúdo)

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